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17 de junho de 2024

Seminário São José celebra Exaltação da Santa Cruz na PUC Minas

18/09/2023 . Notícias da Diocese

O Seminário Diocesano São José foi convidado a participar da Santa Missa do dia 14/09 às 18:15 hs no Centro de Espiritualidade Jesus Pão da Vida da PUC Minas. Celebramos a Exaltação da Santa Cruz que foi o dia mais triste mas, ao mesmo tempo, o mais feliz para nós cristãos.

Foi um dia triste. As trevas pareciam descer dos céus como nuvens negras e densas, daquelas que pressagiam que uma forte tempestade está para cair a qualquer momento. Eram como um leão que, lambendo os lábios, aguarda pacientemente o momento em que o cordeiro baixará a guarda para ser devorado. Quando Jesus foi erguido no Calvário, o relógio parou de girar. Tal como o sol parou sobre Josué (Js 10,13), da mesma forma ficou imobilizado na hora da cruz, perdido em algum lugar, gerando um eclipse que parecia, pensávamos, ser eterno. Assim nos sentíamos quando as nuvens se formavam antes daquela Santa Missa. Antes que começasse, estávamos inquietos: ríamos de nervosismo querendo fugir para qualquer lugar para não vermos o santo rosto de Jesus desfigurado e humilhado. Então percebemos que o caminho da cruz de Cristo se assemelha às dificuldades de nossa vida espiritual, como bem pontuou padre Márcio Soares, reitor do Seminário, que presidiu a Eucaristia.

Mas também foi um dia de alegria. A cruz não é sinal de derrota mas de vida, de salvação, repetiu insistentemente padre Márcio em sua homilia. Tal como a serpente foi erguida por Moisés brilhando em seu bronze, Jesus foi erguido pelo Pai brilhando em sua glória, comparação bem explorada pelo celebrante em sua fala. Bendita e louvada seja a cruz divina de Cristo! Benditas as nuvens que pairaram sobre aquela capela pois se os céus estivessem abertos talvez os anjos não resistissem e resolvessem descer para celebrar conosco a santa cruz que remiu os pecados do mundo! Não era um leão a devorar um cordeiro, como parecia de início, mas o manso Cordeiro de Deus a se revelar como o imponente leão da Tribo de Judá (Ap 5,6).

Nessa experiência, os seminaristas da nossa Diocese, que participaram da liturgia com o canto, as leituras e o serviço ao altar, com a comunidade presente, puderam não só recordar, mas vivenciar o mistério da cruz. Todavia, não era só uma vivência litúrgica. Terminada a celebração, veio um vento impetuoso (At 2,2) sobre a região da PUC Minas, forte o suficiente para derrubar tudo. Caíram galhos de árvores que estavam ao redor da capela, caiu a serpente de bronze do deserto, pode ter caído até a memória dos participantes dessa Santa Missa, de tudo o que experimentaram. Contudo, a cruz de Cristo não, essa segue erguida para que todos quantos a olhem sejam curados de todo pecado (Nm 21,9).

Nome: Wellington Rosa de Souza
2º ano de teologia