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16 de julho de 2020

Paróquia Nossa Senhora de Fátima

A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, sediada no Bairro Vila Tanque da cidade de João Monlevade, foi criada por Dom Marcos Antônio Noronha em 30 de maio de 1966, mas pode-se dizer que sua história começou alguns anos antes, quando se instalou a Paróquia de São José Operário, em 1948, empossando-se como primeiro pároco o Cônego Dr. José Higino de Freitas.

Com efeito, o jovem pároco Pe. Dr. José Higino de Freitas, zelosamente registrara no Livro de Tombos da nova paróquia, fatos que resumem essa caminhada. O testemunho do Cônego Higino, que ele próprio chama de a “pré-história da paróquia da Paróquia de São José Operário”, informa os nomes, gestos e ações dos primeiros ministros da Igreja que se puseram a caminho no trabalho de evangelização e formação cristã dos primeiros moradores de Monlevade: Pe. Pinto, Pe. Levy, Cônego Domingos Martins e Pe. Almir. Registra tambéma informação de que, em princípio, sua estada em Monlevade teria caráter provisório.

Isso, porém, não aconteceu. Prosseguindo o trabalho de seus antecessores, identificou-se tanto com a cidade que acabou aqui fixando raízes e se transformando numa das personalidades mais significativas de nossa história. Na qualidade de segundo Capelão-Cura, consolidou o processo de preparação da criação da paróquia, não só cuidando dos assuntos do templo que seria sua sede, mas providenciando a constituição de Comissões para construção de Capelas nas comunidades mais distantes: Vila Tanque, Carneirinhos e Cruzeiro Celeste.

No caso específico da Vila Tanque, é preciso ressaltar que, em 1947, quando se criou aquele bairro, onde moravam, inicialmente, mais ou menos umas duas mil pessoas, o jovem Padre Higino, antes mesmo de tomar posse como Pároco, pediu a Dom Helvécio Gomes de Oliveira, arcebispo de Mariana, autorização para ali celebrar missas aos domingos, ao que foi respondido, como consta no Livro de Tombos da Paróquia, “como pede, desde que seja em algum galpão ou barracão, nunca (missa) campal”. O Padre Higino providenciou, então, a construção de um Palanque, ou seja, uma pequena área coberta, onde se celebrava a missa todos os domingos.

Na realidade, era um grande barracão situado exatamente naquela área onde está hoje o campus da Funcec (atual Doctum). É provável que desde aquela época, houvesse a celebração da Santa Missa toda semana neste Palanque. A Igreja São José ficava relativamente longe das residências operárias de Vila Tanque, o que demandava um certo sacrifício do povo para acompanhar as solenidades religiosas.

Tempos depois, já em meados dos anos 50,  além da missa dominical, havia também uma grande movimentação no mês de Maria, com barraquinhas e coroação de Nossa Senhora pelas crianças da comunidade. Celebrava-se também, com bastante pompa, a festa de São Sebastião a cada janeiro, precedida de novena e, como não poderia faltar, havia barraquinhas com participação do povo. No dia da festa, 20 de janeiro, uma procissão muito concorrida percorria a Vila Tanque morro acima, ruas enfeitadas de bandeirolas, com Banda de Música. Parece-me que São Sebastião seria, inicialmente, o padroeiro previsto para a comunidade. Posteriormente, com a instalação da paróquia, em 1966, a comunidade teve Nossa Senhora de Fátima como padroeira.

Em 1965, já com os preparativos para a criação da nova paróquia em andamento, foi criada a Diocese de Itabira. Assim, foi Dom Marcos Antônio Noronha que criou a paróquia, em 30 de maio de 1966, com território totalmente desmembrado da Paróquia de São José Operário, tendo em vista, como diz o documento, “o bem que adviria da multiplicação dos agentes da pastoral e o estímulo para a santificação dos féis mais afastados da Igreja paroquial, por causa das distâncias“.  A Paróquia instalada em 1966 compunha-se de três comunidades: Vila Tanque, a mais densamente povoada, Areia Preta e Baú.

A construção e mesmo a localização da Igreja foi alvo de não pequenas discussões à época. Enquanto alguns sonhavam com uma Igreja mais próxima do antigo Palanque, outros questionavam a localização do altar-mor, desfocalizado da atenção dos fiéis, por estar situado entre as duas entradas principais do templo. Embora a arquitetura do templo não fosse algo que chamasse a atenção, a simplicidade de sua estrutura e a rusticidade de seu acabamento não deixaram de testemunhar o cuidado da nova comunidade em construir sua sede paroquial.

 Da criação da Paróquia até hoje, foram muitos os sacerdotes que a administraram, cada um com sua maneira pessoal de ser, mas todos imbuídos do mais alto espírito missionário e apostólico, comprometidos com a difusão do Reino de Deus e a santificação dos fiéis. É muito irregular a linha de tempo da administração dos Párocos, com mudanças muito frequentes. Além do mais, com o esvaziamento populacional do centro histórico industrial, ocorrido nos anos 70 e 80, a Diocese entregou o serviço administrativo e ministerial a um mesmo ministro, que se responsabilizava pelas duas paróquias do entorno da Usina : a de São José Operário e Nossa Senhora de Fátima. E houve ainda o imbróglio do período do ministério do Padre Filipe, que acabou confluindo na criação de paróquia ortodoxa no território da Paróquia de São José Operário. Tentemos, no entanto, uma sistematização:

  1. Hildebrando de Freitas (1934-1983): Ordenado em 1961, foi o primeiro Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, assumindo seu ministério na data de sua instalação canônica, conduzindo-a até junho de 1968. Retornando em setembro de 1970, acumulou, a partir de 1972, a função de Coadjutor do Cônego Higino na Paróquia de São José Operário, sucedendo a ele após sua enfermidade, em junho de 1975. Voltou em novembro de 1977, para um terceiro período servindo esta Paróquia até fevereiro de 1983. Somando-se o tempo de seus três períodos, foi o sacerdote que mais tempo ficou na Paróquia da Vila Tanque, onde ganhou o apelido de “Padre Juca”, fazendo-se muito presente no meio dos jovens, com quem se dava muito bem. Foi ele também que concluiu a construção da Igreja e da Casa Paroquial. Entre os períodos do seu paroquiato, alguns sacerdotes assumiram a Paróquia por peródos muito curtos. Veja-se a seguir.
  2. Carlos Pimenta de Figueiredo (19 ??): foi pároco de junho de 1968 até fevereiro de 1970 e, após esse período, foi vigário paroquial em outras paróquias de Monlevade.
  3. Pedro Helvécio Bontempo C.M. (1938). Sacerdote lazarista, serviu a paróquia por cerca de sete meses, de fevereiro a setembro de 1970. Dele se tem quase notícia alguma.
  4. Frei Paulo Pedro Serôdio Garcia– Sucedeu ao Padre Hildebrando após seu segundo período, permanecendo como Pároco de junho de 1975 a dezembro de 1976. Consta que Frei Paulo exerceu o seu vicariato com muita dedicação nos quase dois anos que aqui permaneceu.
  5. Efraim Solano Rocha (1921-2020) Natural de Mariana e ordenado em 1947, veio nos anos 60 para a região, onde trabalhou por quase 30 anos a serviço do povo de Deus. Dirigiu a Paróquia da Vila Tanque de dezembro de 1976 a novembro de 1977.
  6. Dom Mário Teixeira Gurgel (1921-2006) Bispo de Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Mário assumiu a administração da Paróquia, dois meses antes da morte do Padre Hildebrando, ocorrida em abril de 1983, permanecendo responsável pela paróquia até janeiro de 1984.
  7. Elder Luiz Silva, (1957-2018): Pároco entre janeiro de 1984 e fevereiro de 1991, Pe. Elder também acumulou funções, pois era também pároco da Paróquia de São José Operário. Jovem, cheio de entusiasmo e alegria de servir, dirigiu a Paróquia durante sete anos, até 1991. Desenvolveu a pastoral de juventude e marcou grande presença como assistente espiritual da Pastoral Familiar
  8. José Miranda, (1940-2006): Pároco de fevereiro de 1991 a julho de 1995, acumulou também o pastoreio desta Paróquia com a de São José Operário, respondendo, ao mesmo tempo, pela Reitoria do Seminário Maior, que funcionou na cidade por certo tempo.
  9. Gustavo Guerra Lage (1929-2005): Após grande folha de serviços prestados à diocese em longos anos de ministério sacerdotal, o Padre Gustavo esteve como vigário nesta paróquia, de julho de 1995, até sua morte ocorrida em 2005. Acumulou também os serviços ministeriais da Paróquia de São José.
  10. Paulo Neves de Oliveira (1958-2018): a partir de 2005, o Pe. Paulo Neves se responsabilizou pelos serviços pastorais das paróquias de São José Operário e de Nossa Senhora de Fátima. Neste período, o Pe. Marcos Antônio Rosa (1968), Pároco da Paróquia de Nª Sª da Conceição (Carneirinhos), em função da saúde debilitada do Pe. Paulo, respondia pela administração das duas Paróquias da área industrial da cidade. No entanto, o Pe. Paulo, apesar de seu estado de saúde, exerceu um fecundo ministério, não só nesta paróquia, mas também na de Carneirinhos para onde foi transferido posteriormente, ate falecer em 2018.
  11. José Felipe Bastos : Pe. José Felipe Bastos, sacerdote da Congregação dos Sacramentinos da Adoração Perpétua, de São Paulo, querendo fazer uma experiência de pastoral diocesana, foi aceito pelo Bispo e nomeado Pároco das paróquias da área industrial, onde permaneceu por três meses, entre janeiro e abril de 2011. Realizando o trabalho com certo carisma, angariou a simpatia da população que acorreu em massa ás igrejas. Depois de provocar alguma polêmica sobre a autenticidade de seu mandato, retornou à sua Congregação de origem, provocando alguns protestos por parte do povo.
  12. Ricardo José Perdigão Caricati (19??) Ainda na condição de Diácono, mas sob a supervisão do Pe. Francisco Guerra, o Pe. Ricardo José Perdigão Caricati, a partir de abril de 2011, começou a atuar no ministério paroquial, sendo confirmado na função logo após sua ordenação, ocorrida em julho do mesmo ano. Com o Pe. Caricati, a paróquia cresceu e apareceu na mídia, arrebanhando muitos fiéis, com suas Missas de Cura e Libertação. Em seu paroquiato, a igreja passou por ampla reforma, ganhando acabamento mais moderno, iluminado e confortável. Pe. Ricardo conduziu a Paróquia até o início de 2016, quando foi transferido para Rio Piracicaba
  13. Carlos Jorge Teixeira (1957) : Em janeiro de 2016, o Pe. Carlos Jorge Teixeira, que, além de Vigário Episcopal do Regional 2, fora Pároco em várias cidades ao longo de seus 25 anos de sacerdócio, tornou-se pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, auxiliado pelo Pe. Paulo Neves de Oliveira. Com a morte do Pe. Paulo, em 2018, o Pe. Carlos Jorge continuou sozinho na administração da paróquia, acumulando também o pastoreio de São José Operário, até 2020.
  14. Jefferson Cruz Veronês. Em 11 de fevereiro de 2020, o bispo Dom Marco Aurélio, em missa Solene, deu posse de pároco ao Pe. Jefferson Cruz Veronês que vem desempenhando um belo trabalho, reestruturando a paróquia, financeira, espiritual e pastoralmente, dando continuidade ao belo trabalho desenvolvido por seus antecessores.

Nestes quase 54 anos de Paróquia muito se tem feito administrativa e pastoralmente para que a Paróquia Nossa Senhora de Fátima caminhe em sua missão de fazer crescer o Reino de Deus nesta cidade. Tudo isto graças ao zelo de seus párocos e a administração e trabalho de uma equipe de leigos atuando nas diversas áreas. Que Deus abençoe todos os padres que já passaram por nossa Paróquia e dê forças ao Pe. Jefferson Cruz Veronês no seu pastoreio.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em João Monlevade, abrange 3 comunidades com os seguintes horários de missa:

  1. Matriz Nossa Senhora de Fátima: Missa aos Domingos, às 19h.
  2. Comunidade Nossa Senhora da Conceição: Missa aos Domingos, às 7h.
  3. apela do Hospital Margarida: Missa às Quintas-feiras, às 12h.

DEVAGAR COM O ANDOR, QUE O SANTO É DE BARRO!

“Devagar com o andor, que o santo é de barro!” – Todos conhecem o provérbio que a sabedoria popular nos legou e que nos apela para a prudência, sugerindo-nos nada resolver apressadamente sem pensar nas conseqüências…

Pois bem, trago aqui esse adágio para resgatar uma situação que vivi na Vila Tanque, lá pelos idos de 1963, ocasião em que pude constatar que, na procissão, literalmente, o andor deve ser conduzido com cuidado, pois o santo é de barro.

Antes é preciso dizer que em 1947, quando se criou aquele bairro, onde moravam, inicialmente, mais ou menos umas duas mil pessoas, o jovem Padre Higino, recém-chegado a Monlevade, pediu a Dom Helvécio, arcebispo de Mariana, autorização para ali celebrar missas aos domingos, ao que foi respondido, como consta no Livro de Tombos da Paróquia, “como pede, desde que seja em algum galpão ou barracão, nunca (missa) campal”.

O Padre Higino providenciou, então, a construção de um Palanque, ou seja, uma pequena área coberta, onde se celebrava a missa todos os domingos. Na realidade, era um grande barracão situado exatamente naquela área onde está hoje o campus da Funcec. Em meados dos anos 50, acompanhei como coroinha o Padre Higino nas celebrações dominicais naquele local. Depois da missa, a gente tomava um caprichado café, ora na casa de Dona Santa e Sô Delvo Pessoa, ora na casa do Sô Manuel Nunes Vera. O padroeiro era São Sebastião – pelo menos havia uma grande festa dedicada a esse santo a cada janeiro – mas havia ainda grande movimentação no mês de Maria, com barraquinhas e coroação de Nossa Senhora. Aproveitava para visitar meus tios que moravam na Vila Tanque, ali mesmo na Rua 16, e me recordo de ter assistido a algumas coroações feitas por minha prima Vera Lúcia Michel, sempre acompanhada de sua melhor amiga Delma Pessoa (hoje Arthuso).

Lembrança puxa lembrança e acabei perdendo o fio da meada. O fato a que me reporto aconteceu com certeza em janeiro de 1963. No final do ano anterior, eu havia concluído no Seminário de Mariana o curso de Humanidades (equivalente ao atual ensino médio geral), e o ato oficial de formatura era a Recepção da Batina. Era, portanto, a primeira vez que eu vinha a minha cidade vestido de batina. Era domingo, a comunidade celebrava a Festa de São Sebastião, e eu estava por ali, provavelmente em visita a meus tios que moravam na Vila Tanque. Com a Procissão marcada para as cinco da tarde, compareci empertigado, trajando minha batina novinha em folha.

Formaram-se as fileiras de fiéis, e a procissão tomou a direção do alto da Vila Tanque, ao som de hinos religiosos. No final da procissão, vestindo opas vermelhas, vinha a Irmandade do Santíssimo Sacramento, comandada por José Ricieri, o homem de confiança do Padre Higino ali na comunidade. Em seguida, o andor com a imagem de São Sebastião, e depois, o padre. Posicionei-me como acólito ao lado do Cônego Higino.

Aí aconteceu algo que até hoje não consegui explicar. O Cônego Higino, numa atitude surpreendente, coloca sobre meus ombros a capa de asperges vermelha e diz: “Hoje é você quem vai presidir a procissão. Agora você já está de batina, é bom ir-se acostumando… Vou ficar por aqui aguardando a volta da procissão e depois celebro a missa”. E lá fui eu morro acima, atrás do andor, repentinamente promovido de acólito a oficiante.

Num primeiro momento, fiquei bastante assustado: eu acabara de completar dezoito anos – nem barba na cara tinha direito – e de repente me vi sob uma responsabilidade que pesava mais que aquela capa que eu portava. A procissão andando. E um se assustava: “Meu Deus, que padre novinho! Será que o Padre Higino mandou para a procissão o chefe dos coroinhas ?” E outro explicava: “Espera aí, gente! É o seminarista lá de Monlevade, o filho de Sô Luiz e Dona Inhá!” E uma beata completava: “Benza-o Deus! É mesmo o nosso Dadinho! Mas como ele leva jeito! Tão sério, tão compenetrado, vai mesmo ser padre. Vamos ter nosso primeiro padre! Deus ouviu as nossas orações!”

A procissão andando. Tendo ouvido os comentários de aprovação, comecei a crescer dentro daquelas vestes sacerdotais. Sentia-me um verdadeiro padre… Padre, não! Eu já me imaginava bispo! A procissão subiu a rua, dobrou à esquerda, pegando a Rua 08 e, novamente à esquerda, retomou a Avenida Contorno, em direção ao Palanque. A essa altura eu estava dono da situação e, normalmente tímido e de olhos baixos, agora já arriscava olhar um pouco mais para a frente e para o alto, curtindo o papel que estava vivendo.

A procissão começou a descer a Avenida Contorno. Casas enfeitadas com gosto pelo povo fiel. Fieiras de bandeirolas atravessavam a rua de um lado para outro. Os carregadores do andor não perceberam uma fieira de bandeirolas um pouco mais baixa, interceptando a imagem. Forçaram. Aí aconteceu o imponderável: a imagem se soltou, caiu e se quebrou…

O incidente fez com que eu também despencasse do terceiro céu onde já me encontrava. “Meu Deus! Que maçada! Logo comigo e na minha primeira vez!” – pensei comigo, ainda sem saber como proceder. Todos se voltaram para mim, esperando a solução.

Conferenciei rapidamente com Sô José Ricieri, procurando uma saída honrosa. Voltei-me para os carregadores: “Olha, gente, sem imagem não tem procissão. Arrumem os cacos aí no andor do jeito que der e vamos prosseguir”. Imaginem como foi difícil equilibrar a cabeça do santo em cima do andor, morro abaixo, em direção ao Palanque!

Mas o difícil mesmo foi encarar as pessoas à chegada da procissão. Por mais piedosos que fossem os fiéis, diante de situação tão hilária, não havia como conter o riso. Entre constrangido e decepcionado, relatei rapidamente o ocorrido ao Cônego Higino, conferindo com ele se teria tomado a decisão certa. Como era de seu feitio, ele apenas riu um pouquinho, aquele riso discreto, para dentro, e concluiu: “Ora, meu filho, não se preocupe. Você acabou de aprender, na prática, que a gente tem que ter cuidado com o andor, pois o santo é de barro”. E foi celebrar, incontinênti, como de costume, a santa missa.

Até hoje, entretanto, não me saiu da cabeça que era eu o santo de barro que o Cônego Higino colocou no andor antes do tempo, sem ter tido o devido cuidado…

 

Oito dias após a convocação do Papa, em resposta as orações, Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição em 13 de maio de 1917 na pequena aldeia de Fátima em Portugal. Em um local chamado “Cova de Iria”, ela apareceu para três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Por volta de meio-dia eles brincavam pelo campo enquanto cuidavam de um pequeno rebanho quando pararam para rezar o terço, como já era de costume. Queriam voltar logo para a brincadeira e por isso rezaram à moda deles e rapidamente voltaram para o campo e foi quando viram um clarão bem similar ao de relâmpagos.

Acharam que ia chover e por isso se recolheram para ir embora e foi quando viram um segundo clarão em cima da copa de uma árvore (chamada azinheira) e em seguida viram Nossa Senhora de Fátima. Assustados, quiseram correr, mas Nossa Senhora logo os tranquilizou e pedindo que não tivessem medo, pois ela vinha do Céu.

Segundo relato dos próprios pastorinhos, a visão era de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, e em suas mãos pendia um Rosário. Serena e tranquila disse às crianças:

“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

E as aparições aconteceram sete meses seguintes conforme o prometido.

Antes de ir embora, Nossa Senhora de Fátima ainda ressaltou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

As aparições de Nossa Senhora de FátimaAs aparições continuaram nos meses seguintes e mesmo em meio a perseguições, maus tratos e acusações de serem mentirosos, Lúcia, Francisco e Jacinta estavam na Cova de Iria para esperar por Nossa Senhora de Fátima. Tanto que na segunda aparição, haviam apenas 50 pessoas os acompanhando.

Mas isso foi mudando e na terceira aparição prometeu um milagre para que o povo acreditasse nas crianças. E na última aparição, em 13 de outubro, o milagre aconteceu. Haviam com eles mais de 70.000 pessoas e em meio a multidão, do meio das nuvens negras, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo como se fosse uma imensa bola de fogo.

E foi também nessa última aparição que Nossa Senhora de Fátima revelou ser a “Senhora do Rosário” e pediu que ali fosse construída uma capela em sua homenagem.

Pároco

Pe. Jefferson Cruz Veronês

Telefone

(31) 3852-2610

E-mail

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