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17 de junho de 2024

Dom Marco Aurélio Gubiotti “Pela Graça de Deus” (1 Cor 15,10)
Nasceu no dia 21 de outubro de 1963, em OuroFino/MG, filho de Benedito Gubiotti e Natalina Gubiott.

Cursou filosofia no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, e a teologia no Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP).

Exerceu o ministério sagrado nas paróquias:
São Caetano em Brasópolis;
Santo Antônio em Jacutinga; Nossa Senhora Aparecida em Tocos do Moji;
São Sebastião em São Sebastião da Bela Vista e Nossa Senhora de Fátima em Santa Rita do Sapucaí.

Que o Senhor nos dê a sua paz

09 de janeiro de 2024 Palavra do Bispo

Que o Senhor nos abençoe e nos guarde. O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face, e se compadeça de nós. O Senhor volva para nós o seu olhar e nos dê a sua paz!” (Cf. Nm 6, 24-26).

Queridos irmãos e irmãs, estamos iniciando mais um ano, trazendo novas expectativas, esperanças e temores. Firmes na fé, entreguemos tudo nas mãos de Deus e lancemos com alegre confiança as sementes de nossos projetos pessoais e comunitários. Que renasça em nossos corações uma nova esperança de dias mais humanizados. Com Jesus, que é a graça e a bênção de Deus Pai, sejamos fortalecidos para enfrentarmos com destemor os desafios que este novo ano nos reserva.

Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti diz que existe uma palavra que, necessariamente, deve ser uma grande meta de todas as pessoas de bem: Paz! É o sonho individual e social de todos. Alcançar a verdadeira paz não é tarefa fácil. Estamos falando da paz interior, ao se libertar de todo desejo de domínio e poder, para viver em paz e harmonia com todos. O Papa, em sua Encíclica, ultrapassa o contexto individual da paz, pois ela é desejada para todo mundo, onde todos se reconheçam como irmãos, pressuposto para o mundo viver pacificamente: “Sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos” (Fratelli Tutti, 8). 

Há uma longa estrada para se chegar à paz almejada pelas nações. Os horrores das guerras e seus fracassos, onde tantas vidas perdidas não foram suficientes para ensinar ao mundo o caminho da concórdia. As sombras de nações fechadas em si mesmas estão presentes no hoje da história. Construir a paz é considerada por alguns como uma utopia. Contudo, desistir não é uma possibilidade, pois não podemos “ignorar que muitos dos nossos irmãos ainda sofrem situações de injustiça que nos interpelam a todos” (Fratelli Tutti, 11). Não temos outro caminho, pois “como precisa a nossa família humana aprender a viver conjuntamente em harmonia e paz, sem necessidade de sermos todos iguais” (Fratelli Tutti, 100).

Não será possível construir a paz sem o princípio determinante da dignidade inalienável da pessoa humana. O Papa enfatiza que “este é o verdadeiro caminho da paz, e não a estratégia insensata e míope de semear medo e desconfiança perante ameaças externas. Com efeito, a paz real e duradoura é possível só a partir de uma ética global de solidariedade e cooperação ao serviço de um futuro modelado pela interdependência e a corresponsabilidade na família humana inteira” (Fratelli Tutti, 127).

O caminho para construir a paz social é o da cultura do encontro, que “só se pode alcançar quando lutamos pela justiça através do diálogo, buscando a reconciliação e o desenvolvimento mútuo” (Fratelli Tutti, 229), pois sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há de provocar a explosão. Sem ignorar o valor e o significado do perdão, o Pontífice insiste na centralidade da misericórdia e pede a Deus que “prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; [peço] a graça que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz” (Fratelli Tutti, 254).

Que neste ano novo possamos preservar o entusiasmo e a alegria de seguir Jesus, na certeza de que com Ele e através Dele a felicidade se tornará uma constante em nossa existência não obstante dificuldades e crises, as quais sempre servirão para nos purificar e nos aproximar mais de Deus. Sabemos que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus. Confiemos nisso e caminhemos em segurança, como a criança adormecida nos braços do pai.

Iluminados pela fé, olhemos para este novo ano com muita esperança. Cultivemos um anseio profundo por aquele que é o “Príncipe da paz” (cf Is 9, 5), Jesus, distribuidor da divina misericórdia e autor da salvação. Sem ele nada poderemos fazer. Com ele, porém, tudo será possível.

Que a Virgem Maria ajude-nos a contemplar a face de Jesus, Príncipe da Paz. Que a Mãe de Deus e nossa nos ajude e nos acompanhe neste novo ano para que possamos obter o dom da paz para nós e para o mundo inteiro.

FELIZ E ABENÇOADO ANO DE 2024!

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano
“Pela Graça de Deus” (1Cor 15,10)

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