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22 de maio de 2024

Dom Marco Aurélio Gubiotti “Pela Graça de Deus” (1 Cor 15,10)
Nasceu no dia 21 de outubro de 1963, em OuroFino/MG, filho de Benedito Gubiotti e Natalina Gubiott.

Cursou filosofia no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, e a teologia no Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP).

Exerceu o ministério sagrado nas paróquias:
São Caetano em Brasópolis;
Santo Antônio em Jacutinga; Nossa Senhora Aparecida em Tocos do Moji;
São Sebastião em São Sebastião da Bela Vista e Nossa Senhora de Fátima em Santa Rita do Sapucaí.

Páscoa: A Vida que vence a morte

01 de abril de 2022 Palavra do Bispo

Queridos irmãos, queridas irmãs,

Estamos às portas da solenidade central do ano litúrgico, e que é central também em nossa fé: a celebração anual da Páscoa. Celebraremos, repletos de alegria e gratidão, como comunidade de fé reunida em assembleia, depois de não termos celebrado assim nos dois últimos anos devido a realidade agravante da pandemia do Coronavírus (COVID-19). Começaremos a Semana Maior, assim nos referimos à Semana Santa, no Domingo de Ramos. Nessa semana celebraremos a paixão, morte e ressurreição do Cordeiro de Deus. Dessa semana tão especial decorrem todas as outras celebrações da vida da fé em nossa liturgia. Fazer Páscoa, viver bem este tempo de graça é imperativo para quem segue Jesus, fazendo da própria vida a grande celebração ao Deus que nos criou e, chegado o ápice de sua revelação, nos redimiu em Cristo, Senhor Nosso.

A Mãe Igreja nos apresenta a liturgia como momento por excelência para a vivência da fé. A liturgia não é apenas o rito, atualização do Mistério celebrado. Ela transcende a nossa própria existência. Aquilo que é divino, inefável, entra na imanência humana, do tempo e espaço, de maneira maravilhosa e misteriosa. Em última análise é a celebração da fé, na comunidade Igreja, que dá sentido a toda a nossa existência.

As celebrações de que iremos participar irão, pouco a pouco, entregando para nós os sinais que devem ter o seu significado aprofundado e renovado: ramos, profissão de fé, mandamento do amor, santos óleos, renovação das promessas batismais, a luz da ressurreição, o canto do Aleluia, o hino de louvor e tantos outros. O Tríduo Pascal é a grande celebração da Páscoa, que iremos sempre renovar a cada Missa de que participarmos. Cristo que celebra a Ceia Pascal, Cristo que se entrega na Cruz, Cristo que está entre nós, Ressuscitado. Ele que é nosso alimento pela Palavra e pela Eucaristia nos reúne em comunidade para que o testemunhemos com a nossa vida e missão.

Viver a Semana Santa é identificar a nossa vida ao mistério da cruz de Cristo. A adoração da Santa Cruz, na Sexta-feira Santa, será justamente a certeza de aceitarmos o Cristo que deu a vida por nós e aceitarmos as nossas cruzes iluminadas por Ele, sabendo que com Ele morreremos para com Ele ressuscitarmos. Se queremos segui-lo, não podemos ter medo de que nossa vivência se pareça à dele. A Semana Santa é tempo de identificarmos as cruzes da nossa caminhada com aquela cruz evocativa que o Mestre levou sobre os ombros.

Ao celebrar a festa da Páscoa, memorial da passagem de Jesus Cristo, da morte para a vida, a Igreja se revigora e se rejuvenesce. Ela encontra, na Ressurreição do Senhor, a força para seguir anunciando o seu Evangelho a todos.

Participemos da Semana Santa, e em especial do Tríduo Sacro, acolhendo o Senhor que para isso nos conduz, renovando a nossa vida e coração para que a experiência pascal ilumine os nossos caminhos durante o ano.

Celebremos a Páscoa, e tenhamos confiança: Ele venceu e nos deu essa vitória.

Feliz Páscoa! Que a Luz do Cristo Ressuscitado brilhe na nossa vida.

Itabira, 01 de abril de 2022.

 Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano
“Pela Graça de Deus” (1Cor 15,10)

 

 

 

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