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18 de abril de 2024

Dom Marco Aurélio Gubiotti “Pela Graça de Deus” (1 Cor 15,10)
Nasceu no dia 21 de outubro de 1963, em OuroFino/MG, filho de Benedito Gubiotti e Natalina Gubiott.

Cursou filosofia no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, e a teologia no Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP).

Exerceu o ministério sagrado nas paróquias:
São Caetano em Brasópolis;
Santo Antônio em Jacutinga; Nossa Senhora Aparecida em Tocos do Moji;
São Sebastião em São Sebastião da Bela Vista e Nossa Senhora de Fátima em Santa Rita do Sapucaí.

Na sinodalidade vivenciando a quaresma da fraternidade

01 de fevereiro de 2023 Palavra do Bispo

Estimados diocesanos, saúde e paz.

Neste mês iniciaremos um novo tempo litúrgico em nossa Igreja: a Quaresma. Este tempo nos prepara para a Páscoa. Iniciaremos este retiro espiritual com a celebração da Quarta-feira de cinzas, com um pedido de penitência e mudança de vida: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. O horizonte do nosso caminho justifica o apelo: morte e ressurreição de Cristo constituem o mistério pascal. A sua Páscoa se prolonga e se atualiza na liturgia e na nossa vida, também somos chamados a passar dos vícios para as virtudes e da culpa para a graça. Por causa da Páscoa de Cristo procuramos o caminho da conversão e da purificação do pecado, porque fomos salvos pela sua imolação.

Neste retiro três práticas são essenciais: a oração pessoal, minha participação na oração da Igreja, na liturgia, principalmente na Missa, confissão, escuta da Palavra, leitura espiritual, via sacra; o jejum e a abstinência de algum alimento, mas também o cultivo da pureza, da alegria, da sobriedade, da paciência, do desapego; a esmola, a prática da solidariedade, da justiça, da honestidade, da amizade sincera, do perdão, da tolerância, do diálogo e da paciência. O exercício da oração está inseparavelmente ligado à conversão, por meio da qual as pessoas se tornam sempre mais abertas e disponíveis às iniciativas da ação de Deus. O jejum e a abstinência expressam a íntima relação existente entre os gestos externos da penitência, mudança de vida e conversão interior. A caridade, na perspectiva da Campanha da Fraternidade e da Quaresma, confere aos gestos de generosidade humana uma dimensão evangélica profunda, que se expressa na solidariedade. Coloca a pessoa e a comunidade face a face com o irmão empobrecido e marginalizado, para ajudá-lo e promovê-lo.

Anualmente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza a Campanha da Fraternidade (CF) no Tempo Litúrgico da Quaresma, o período de preparação para a Páscoa. A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais da Quaresma.

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). Pela terceira vez a fome é tratada pela Igreja no Brasil, na Campanha da Fraternidade. Na vivência fraterna e na prática da partilha ninguém deve sofrer com a fome. Somos chamados a vivermos como irmãos e irmãs e dar atenção ao apelo do Senhor: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16)”.

A Campanha da Fraternidade busca atender ao que a Igreja orienta na liturgia celebrada. “O prefácio do tempo quaresmal fala em imitar a misericórdia do Pai, repartir o pão com os necessitados, que o coração convertido vai ser sempre um coração solidário.” E o que a Igreja pede é exatamente isto. Que possamos viver intensamente este Tempo de Quaresma e de Páscoa, sendo “alegres na esperança, fortes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12, 12), para que, em nós, a Páscoa seja sempre renovada!

Lembro a todos que a Igreja, durante a Quaresma, também nos convida a um gesto concreto de solidariedade, que é a oferta de doações em dinheiro, na coleta realizada no Domingo de Ramos, dia 02 de abril. Esta coleta é destinada a promoção da dignidade humana, o compromisso com os pobres e a vida plena.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano
“Pela Graça de Deus” (1Cor 15,10)

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