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24 de abril de 2024

Dom Marco Aurélio Gubiotti “Pela Graça de Deus” (1 Cor 15,10)
Nasceu no dia 21 de outubro de 1963, em OuroFino/MG, filho de Benedito Gubiotti e Natalina Gubiott.

Cursou filosofia no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, e a teologia no Instituto Teológico SCJ, em Taubaté (SP).

Exerceu o ministério sagrado nas paróquias:
São Caetano em Brasópolis;
Santo Antônio em Jacutinga; Nossa Senhora Aparecida em Tocos do Moji;
São Sebastião em São Sebastião da Bela Vista e Nossa Senhora de Fátima em Santa Rita do Sapucaí.

Comunhão trinitária: mistério de amor de ternura

05 de junho de 2023 Palavra do Bispo

Amado Povo de Deus, alegria e paz.

Iniciamos um novo mês e este traz presente, de forma relevante, a Solenidade da Trindade Santa (04 de junho) e a de Corpus Christi (08 de junho). A Solenidade da Santíssima Trindade nos recorda a unidade e a comunhão do nosso Deus, que embora Trino se revela Uno. Celebrar a Festa da Trindade requer de nós um itinerário sinodal mistagógico de escuta, de acolhida e de discernimento daquilo que o Senhor nos fala, para com ele dialogarmos e assumirmos, sempre de novo, o seu projeto de liberdade, de justiça e de paz. Deus, em sua comunhão, exprime seu caráter de amor relacional, de convivência na comunidade divina, acolhendo o distinto como Filho Bendito e o Espírito Santo como o co-dileto, o amado em comum, força impulsionadora e clarão da glória divina. Deus é a realidade eterna vivendo como Pai, Filho e Espírito Santo, o que constitui a koinonia e a unidade do Deus único e verdadeiro. Pai, Filho e Espírito Santo, compartilham a mesma essência eterna e única. Modelo de vida em plenitude, de solidariedade, de inclusão e de respeito às distinções e, sobretudo de um Deus que ouve o clamor do seu povo (Ex 3,7), desce e encarna-se no ventre de uma mulher para salvar a humanidade e ensinar o caminho sinodal, onde os pobres encontram espaço de acolhida e o resgate de sua dignidade.

A comunhão trinitária de Deus nos faz mergulhar no mistério infinito de amor e de ternura, abrasados pela compaixão e a paixão de um Deus apaixonado, que vive em suas entranhas a dinâmica do Amante, do Amado e do Amor que não conhece o ocaso. O ser humano está inserido nessa relação de modo aberto, onde vive o encantamento pela palavra que é o fascinum residente em sua alma de aventureiro encantado, que pensa ter conquistado o mistério, mas que foi por ele o escolhido num movimento eterno de sedução. O dinamismo das relações constrói-se a partir do crescimento, na sinodalidade, como processo de uma caminhada inacabada.

Caros diocesanos, a Igreja celebra Corpus Christi  (Corpo de Cristo), solenidade que tem estreita ligação com a Quinta-feira santa, dia em que Jesus instituiu a Eucaristia, o Sacerdócio Ministérial e ensinou o mandamento do Amor e do Serviço, com o gesto do lava-pés. Em Corpus Christi, esta atitude de gratidão se expressa, sobretudo, pela celebração da própria missa e, em seguida, pela procissão eucarística solene pelas ruas enfeitadas por tapetes de nossas cidades. Os enfeites nos caminhos públicos e corredores das igrejas, fazem parte desta gratidão e deste louvor.

Mesmo com toda riqueza celebrativa e do significado da própria palavra Eucaristia, como ação de graças, devemos abordar outras dimensões que ela contém, sobretudo como Ceia de ComunhãoSacrifício Pascal e Missão, pois a espiritualidade eucarística revela diversos aspectos em sua unidade indivisível: ela nasce numa Ceia que torna presente (memória) o Sacrifício da Cruz e a Ressurreição de Cristo (Páscoa), realizando a maior Ação de Graças possível para a salvação da humanidade, em todos os tempos, tornando-se fonte e ponto alto de toda evangelização.

Na solenidade de Corpus Christi desejamos louvar e agradecer a Jesus eucarístico pela sua presença entre nós neste sacramento e lhe oferecemos o que de melhor possuímos. Contudo, não podemos esquecer o mais importante: acolhê-lo como divino hóspede em nossos corações, em nossa vida, e sermos sacrários vivos, portadores do Senhor na vida pessoal e familiar, em nossos ambientes de trabalho e de convivência na sociedade.

Neste mês, agradeçamos ao Pai de Amor e Bondade por toda caminhada pastoral e evangelizadora de nossa Igreja Particular de Itabira-Coronel Fabriciano aos celebrar 58 anos de sua criação. Celebremos esta festa deste ano em nossas comunidades eclesiais, rumo ao jubileu dos 60 anos que celebraremos em 2025. Somos um povo caminhante, uma Igreja missionária, obedientes ao mandato de Jesus. Na caminhada sinodal, o caminhar juntos expressa essa Igreja que trilha os passos de Jesus atenta aos sinais dos tempos e aos necessitados que estão às margens. Que continuemos nossa missão, meus irmãos e minhas irmãs, iluminados e iluminadas pelo Evangelho, Boa Nova de salvação, com um coração semelhante ao de Jesus para que imitemos em nossa vida, seus exemplos de amor e caridade para com o próximo.

Que o Espírito Santo, Água Viva que brota do Pai e do Filho, nos fortaleça em nossa caminhada missionária e evangelizadora e nos ensine a respondermos com a nossa vida pessoal, familiar, comunitária e social, ao seu chamado divino em nossas comunidades eclesiais.

Itabira, 05 de junho de 2023.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano
“Pela Graça de Deus” (1 Cor 15,10)

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