No dia 6 de agosto, a Cúria Diocesana reuniu seus colaboradores para um momento especial de pausa, formação e convivência, focado na reflexão sobre a saúde mental, o autocuidado e o cultivo de relações saudáveis no ambiente de trabalho.
Idealizado e organizado pelo Padre Ueliton Neves da Silva, Chanceler do Bispado, o encontro foi norteado pelo tema “Cuidar-se para servir melhor”. Na abertura, o Chanceler acolheu a todos com alegria, agradecendo a generosa disponibilidade da psicóloga Claudia Bragança Costa e Moreira por colaborar com esse encontro.
Após o momento de oração, Padre Ueliton enriqueceu o encontro partilhando diretrizes apresentadas pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, que participou por videoconferência do encontro regional da CNBB em Belo Horizonte, ocorrido entre 3 e 5 de agosto sobre a missão da Cúria Diocesana. O Chanceler enfatizou que a missão da Cúria transcende a esfera burocrática, possuindo uma dimensão pastoral essencial como lugar de comunhão. Para provocar a reflexão do grupo, ele estendeu aos colaboradores os questionamentos feitos pelo Núncio: se as pessoas encontram na Cúria apenas um escritório; se a comunicação interna gera verdadeira comunhão ou apenas um compartilhamento isolado; e se as paróquias enxergam a Cúria como um apoio ou um peso. Concluindo sua fala, o padre reforçou que todos ali são servos na alegria do Evangelho, e que a dimensão pastoral jamais deve ser deixada de lado em detrimento de uma visão puramente administrativa.
Dando sequência ao encontro, a condução dos trabalhos práticos ficou a cargo da psicóloga Claudia Bragança. Utilizando bases da Psicologia e da Neurociência, a profissional explicou, de maneira simples e didática, como o cérebro, as emoções, os pensamentos e os comportamentos estão interconectados, moldando diretamente a nossa qualidade de vida e a forma como nos relacionamos com o próximo. Um dos pontos altos dessa reflexão foi a desmistificação do autocuidado no ambiente institucional e pastoral, apontando que zelar pela própria saúde mental está longe de ser um ato de egoísmo; trata-se, na verdade, de um gesto de profunda responsabilidade. Durante a abordagem, destacou-se que o equilíbrio emocional e a capacidade de servir caminham lado a lado. Práticas essenciais como o reconhecimento dos próprios limites, o gerenciamento do estresse, a importância das pausas na rotina e o desenvolvimento de hábitos saudáveis foram apresentados como ferramentas fundamentais que geram mais empatia, atenção e disponibilidade interna para acolher o outro.
O encontro proporcionou um espaço fecundo de escuta, acolhimento e partilha entre os colaboradores, reforçando a premissa de que aqueles que dedicam suas vidas e seu trabalho diário ao serviço da Igreja também necessitam de cuidado e amparo. Ao final, o sentimento partilhado de forma unânime foi o de que trabalhar e servir com o coração exige, antes de tudo, o exercício do autocuidado. Afinal, cuidar de si não é apenas um ato individual, mas o primeiro e mais importante passo para estar verdadeiramente pronto para servir melhor a toda a comunidade diocesana.