História da Paróquia São Miguel de Rio Piracicaba
A História da Paróquia de São Miguel de Rio Piracicaba, começa nos marcos fincados por Bandeirantes Paulistas e Baianos que cruzaram a nossa região e legaram nomes aos nossos Rios e às nossas primeiras povoações. Vale citar aqui a origem do Município para entender o processo histórico da paróquia.
O Município de Rio Piracicaba, importante pela sua riqueza mineral, ex-arraial de São Miguel de Rio Piracicaba, foi elevado a sede do município pela Lei Estadual número 556 de 30 de agosto de 1911. Localizado na região central de Minas, na bacia do Rio Doce, o povoado teve sua origem, como tantos arraiais de Minas, na febre do ouro que empolgou e atraiu ao Sertão Mineiro, na última década do século XVII e início do século XVIII, os bandeirantes paulistas e baianos de que tanto nos falam as crônicas históricas.
O arraial de São Miguel de Rio Piracicaba, hoje Rio Piracicaba, foi fundado pelo Paulista João dos Reis Cabral, casado com D. Maria Antunes de Camargos, homem aventureiro que, deixando em São Paulo esposa e numerosa família, veio a esta região à procura de ouro. No dia 29 de setembro de 1713, assentou o seu barracamento às margens de um pequeno ribeirão, afluente do Rio Piracicaba, onde logo constatou a existência de grande quantidade de pepitas de ouro, lugar este que a partir desta data passou a chamar-se Córrego São Miguel, em homenagem ao Santo do dia. São Miguel e Rio Piracicaba que, segundo a língua Tupi/Guarani, quer dizer rio sem peixe ou peixe lustroso e negro ou “monte em que para o peixe.”
Interessante nos poucos relatos históricos deste período de desbravamentos, ver a preocupação com a espiritualidade ou religiosidade. o Sr. Raymundo Fonseca em seu Livro “Bastão de Ouro” faz um interessante relato, pág.22, datado de 1708 que aqui transcrevo:” Instalados os dois garimpos, as famílias já faziam suas hortas, criação de aves, suínos e caprinos e transformado a mata em dois pequenos povoados. Assim sendo sentiram necessidade de um lugar para orar a Deus e agradecer toda felicidade que o lugar lhes proporcionara, principalmente as mulheres que reclamaram ao Alcaide-Mor. O Alcaide Mor preocupou-se em resolver a situação. Resolveu colocar a igreja e consequentemente o cemitério em um ponto que servisse aos dois garimpos.” Segundo o texto foi construída uma capela de Santo Antônio e em seu entorno um cemitério, como no local havia uma pequena cachoeira, recebeu o nome de Santo Antônio da Cachoeirinha e o Cemitério da Chacrinha, visto que o Alcaide Mor dividiu sua chácara ao meio para atender os pedidos…
Segundo relatos históricos, mantidos pela tradição oral, em 1748 Padre João da Costa Ruris, natural de Ruris, Portugal, construiu a 1ª capela de São Miguel. Mais tarde, o mesmo encaminhou um requerimento ao Prelado de Mariana, D. Frei Manoel da Cruz, pedindo além do registro da Capela que já estava construída, uma autorização para que a Paróquia passasse a se chamar Paróquia de São Miguel. O pedido foi prontamente atendido pelo Sr. Bispo e no mesmo ano trouxeram da Capela Santo Antônio, localizada no local conhecido como Chacrinha, um sino que tinha o nome “Das Almas” e colocado na Igreja de São Miguel, situada a Rua dos Passos (atual rua Padre Pinto).
Quase 50 anos depois, em 1792, foi fundido um sino maior pelo fundidor conhecido como João Antônio que recebeu o nome de “Dos Sacramentos”, o qual foi fendado pelos repetidos toques do funeral do Vigário João Pinto Cruz, no ano de 1842. Em lugar deste, foi instalado no dia 21/07/1869, um novo sino de igual tamanho, desta vez fundido por João Luiz Caldas, residente em Ouro Preto.
Em função do precário estado de conservação do prédio da primeira igreja, em 1875 foi edificado um novo prédio para Igreja de São Miguel, desta vez com duas torres. Setenta anos depois, em 1941, Padre Levy Vasconcelos Barros, em conversa com os paroquianos, decidiu substituir este prédio, que se encontrava em mau estado de conservação pelo atual.
Segundo depoimento da Sra. Maria do Carmo Mendes Gomide a Matriz atual preservou as dimensões da anterior, aproveitou os seus altares laterais, o sino, o relógio, utilizando ainda o altar mor da antiga capela do Rosário, localizada na rua de mesmo nome recentemente demolida.
As obras da Terceira Matriz de São Miguel ficaram paralisadas por algum tempo por falta de material de construção, pois neste período ocorria a 2ª guerra mundial e a Igreja só foi inaugurada em 1944.
Alguns padres que assumiram a missão na Paróquia de São Miguel, a partir 1973
1973 – Padre José de Castro Filho, CSsr
1983 a 1989 – Pe. Henrique Dominicus, CICM
1989 – Pe. Gustavo Guerra Lage
2000 – Pe. Delcides André de Souza
2001 – Pe. Eurico Teodoro da Silva CR
2003 – Pe. Eugênio Ferreira de Lima, CR
2003 – Pe. Celso Nilo Luichi CR
2004 – Pe. Luciano da Paixão CR
2005 – Pe. João Paulo Marques CR.
2008 – Pe. Emanuel Cordeiro Costa
2012 – Pe. Nivaldo de Souza Aranda,
2015 – Pe. Elson Vital dos Reis
2016 – Pe. Ricardo José Perdigão Caricati
Pe. Arlindo Coura, Vigário paroquial
Pe. Dirceu Pacífico – Vigário paroquial
2026 – Pe. Willian Moreira Paulino