Palavra do Bispo

É Tempo de Júbilo!

O quinquagésimo ano deste bispado é o coroamento de uma caminhada inspirada no anúncio da boa nova. Depois de um tempo de preparação rumo a este magno evento, podemos celebrar com alegria a ação de Deus na Diocese de Itabira – Cel. Fabriciano. Muitas iniciativas na linha pastoral foram realizadas e, nesse tempo fecundo de celebração, podemos colher os frutos da sementeira de meio século de história.

Na comemoração do Jubileu Áureo dos 50 anos da criação da Diocese, vale a pena fazer memória dos acontecimentos que ajudaram na construção de sua identidade. Somos uma igreja em constante busca da unidade, que trilha o caminho pautado no cumprimento da missão deixada por Jesus, o Divino Mestre: “Ide, portanto, e fazei discípulos” (Mt 28,19). Uma Igreja discípula e missionária amparada pela graça de Deus e enriquecida com práticas de cunho sociais.

Dentre os diversos frutos desse processo histórico, destaco o novo Plano da Ação Evangelizadora e Pastoral produzido com qualidade a partir da realidade concreta de nossas comunidades. Um documento preparado com excelência para ser entregue pessoalmente aos fiéis e executado para o bem do Povo de Deus. Nele, encontramos as prioridades emergenciais detectadas durante a sua elaboração: Família e Missão. Assuntos de grande relevância no atual cenário da sociedade e, principalmente, da Igreja. Portanto, mãos à obra!

Além do plano de pastoral, incentivo a leitura do livro, Diocese de Itabira – Cel. Fabriciano: 50 anos de História, que trata da história da gloriosa diocese cinquentenária. A obra é composta por seis capítulos: Uma fé tricentenária; Fundação da Diocese, entre modernidade e tradição; O desafio de ser plural, sem deixar de ser unida; Agentes de nossa história; Uma pastoral atenta às questões sociais; Formação e espiritualidade, no anseio de fidelidade criativa. Uma oportunidade para conhecer um pouco mais a nossa Diocese.

A celebração dos 50 anos da Diocese de Itabira – Cel. Fabriciano não é o ponto de chegada. É momento propício para reconhecer as suas limitações pastorais e alegrar-se com a vitalidade das ações evangelizadoras existentes em cada região pastoral que, outrora, inspiraram os nossos antecessores a edificar uma Igreja solidária, servidora e missionária. É tempo de superar os desvios do passado e realizar a vontade de Deus no momento da história. É tempo de Júbilo!

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano

Jesus Cristo: Penhor da Nossa Salvação

Querido diocesano,

No alto da cruz de Cristo tem uma inscrição que, segundo o evangelista João, foi escrita em hebraico, latim e grego (Jo 19, 19). A sigla INRI se refere ao título dado a Cristo: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus. O título dado por Pilatos não corresponde com a realidade, o sentido aqui é ironizar Jesus que veio implantar o reinado de Deus, uma ameaça para as autoridades civis e provocação para os religiosos do seu tempo, motivo pelo qual o levou para a cruz. Mas uma coisa é certa, nessa inscrição está a identidade plena de Jesus: ele era judeu!

O evangelho de Lucas conta que seus pais todos os anos iam a Jerusalém, à festa da páscoa (Lc 2, 42). Ele certamente viveu com os seus pais a alegria de partir para Jerusalém todos os anos em caravana para participar da Páscoa Judaica. Era uma celebração diferente daquela que acompanhamos hoje. O que Jesus celebrava eram os grandes acontecimentos da maravilhosa ação de Deus na história da salvação, sobretudo, a libertação do povo de Israel do Egito, na passagem pelo mar vermelho.

Jesus seguiu o costume de seus pais e se dirigia para Jerusalém na época da páscoa. Na sua última peregrinação àquela cidade, encontrou por lá um grande movimento de gente. O templo de Jerusalém era o centro das atrações de fé e da convivência fraterna; mas também de confusão, devido a compreensão mercadológica, condenada por Jesus. Talvez tenha sido neste momento de festa que Jesus contraiu um comportamento impetuoso e expulsou os cambistas do Templo (Mt 21, 12).

A presença de Jesus em Jerusalém na festa da páscoa dos judeus, tradição na vida do galileu, vai se transformar numa via-sacra onde ele mesmo será o protagonista da cena. No agito das comemorações pascais, um criminoso é libertado, Jesus é detido e condenado injustamente. O rei dos judeus é coroado com uma coroa de espinhos, sendo fiel a sua identidade até as últimas consequencias. Se dentro do templo acontecia o rito da imolação do cordeiro pelos antigos sacerdotes, simultaneamente, nas redondezas da cidade, ocorria a paixão e morte de Jesus.

A partir desse triste episódio, nasce uma nova esperança. Aquele que fora entregue nas mãos dos torturadores, morreu e ressuscitou, inaugurando uma nova páscoa, a passagem da morte para a vida. Essa ação redentora de Jesus trouxe ao homem a certeza de que o bem vence o mal, a justiça divina tarda, mas não falha, os oprimidos se libertam e a vida plena é consumada na história de quem se entrega ao projeto amoroso do Salvador.

A páscoa judaica celebrava a libertação do povo de Israel ao passar da escravidão do Egito para a liberdade do deserto. A páscoa de Jesus ganha um novo sentido. Ela é a passagem da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade da graça. A páscoa cristã é celebrada anual e semanalmente para fazer memória da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, penhor da nossa salvação.

 

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano

A Igreja a Serviço da Humanidade

Querido diocesano,

 No último dia 22 de fevereiro, nas três Regiões Pastorais da nossa Diocese, aconteceu a abertura da Campanha da Fraternidade de 2015: Fraternidade: Igreja e Sociedade;  “Eu vim para servir” (Mc 10, 45). Na Região Pastoral I, o encontro foi no município de Antônio Dias, distrito de Hematita, comunidade que pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Santa Maria de Itabira. Muita gente esteve no evento reforçando o objetivo da CF 2015 através do anúncio e testemunho de uma fé renovada.

 A Campanha da Fraternidade é um marco na história da Igreja no Brasil. Todos os anos, durante a Quaresma, refletimos sobre um tema relevante a fim de despertar a solidariedade dos fiéis e da sociedade em relação a um problema social, sempre buscando solução.  A primeira Campanha aconteceu na Quaresma de 1964, em pleno desenvolvimento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Desde então, a Igreja no Brasil orienta os cristãos a unirem fé e ação durante o tempo da Quaresma.

 Na América Latina, a partir do Concílio, uma atenção toda especial foi dada às questões sociais destacando a evangélica opção preferencial pelos pobres.  No Brasil, a Campanha resgata o conceito de “uma igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir” (Hino da Campanha). Portanto, ao celebrar os cinquenta anos do Concílio, a CF 2015 quer “ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade – propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II – como serviço de edificação do Reino de Deus no coração e na vida do povo brasileiro” (Mensagem do Papa Francisco por ocasião da CF 2015 em 18/02/2015).

 É evidente que o avanço do diálogo favoreceu uma melhoria nas relações eclesiásticas com o mundo moderno. A abertura da instituição para os avanços científicos e tecnológicos quando usados em prol do bem comum é uma prova de que o Espírito Santo orienta a Igreja. Do ponto de vista político, o corajoso diálogo dos últimos papas impediu a guerra fria entre  grandes superpotências: São João XXIII, São João Paulo II; ultimamente, o Papa Francisco tem se esforçado para unir Ocidentais e Orientais.

 A Igreja se coloca a serviço da humanidade cooperando com a promoção da paz e a superação das relações desumanas e violentas. Esta mediação fundamental é uma ação da instituição que, através dos seus órgãos competentes, busca meios de tornar os homens e as mulheres protagonistas no contexto social em que vivem; agentes de transformação em busca de um mundo mais justo e solidário sem perder as suas convicções de fé.

 A nossa Igreja Particular nasceu no contexto do Concílio. Não tem como desassociar o Concílio da nossa História. O Papa Francisco com o seu discurso pautado numa Igreja “em saída” retoma o ideal de São João XXIII que, desde o início do Concílio, quis lançar a Igreja no mundo. Ao celebrar os seus cinquenta anos de criação e instalação, a Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano se rejubila com a sua ação evangelizadora pautada no compromisso social e missionário, sem perder de vista a espiritualidade que transforma corações, herança desta importante Assembleia conciliar cinquentenária.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano

O Ano da Graça do Senhor

Querido diocesano,

O ano de 2015 será um ano da graça do Senhor. Alguns eventos estão acontecendo para expressar a vivacidade da Igreja.  No ano do cinquentenário da criação da nossa Diocese podemos destacar:  no mundo, os cinquenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II e o ano da Vida Consagrada promovido pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; no Brasil, o Ano da Paz, iniciado no último Advento e a Campanha da Fraternidade 2015.

No ano em que a Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano celebra o seu Jubileu Áureo de sua criação, também celebramos a encerramento do Concílio Vaticano II (1962-1965), evento eclesiástico que preparou a Igreja para a mudança de época. Uma nova primavera para Igreja, era o que se ouvia falar naquele tempo. O maior evento eclesiástico do século XX iniciou o diálogo com o mundo contemporâneo, ouviu a voz dos pastores e das ovelhas e iniciou um novo estilo de pastoral. A nossa Diocese foi gerada e criada nesse contexto. Trazemos a vitalidade de uma Igreja renovada.

O Ano da Vida Consagrada é uma proposta inspirada nas palavras do Papa Francisco:  “Queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria!” . O tema da carta circular apresentada pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica é: Alegrai-vos. O objetivo do ano (2014-2016) é despertar nos religiosos e religiosas a alegria no anúncio do Evangelho: “A vida consagrada é chamada a encarnar a Boa-Nova, no seguimento de Cristo, o Crucificado ressuscitado”; a fazer próprio o “modo de existir e de agir de Jesus como Verbo encarnado em relação ao Pai e aos irmãos” (S. João Paulo II, sobre a Vida Consagrada, 1996).

No Brasil, o Ano da Paz, iniciado no dia 30 de novembro de 2014 se estenderá até o Natal de 2015. Ele é uma iniciativa da CNBB para refletir e propor a superação da violência no país. Na esteira do Ano da Paz teremos a Campanha da Fraternidade 2015 que tem como tema: Fraternidade: Igreja e Sociedade; Lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). O pano de fundo da Campanha deste ano é aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre Igreja e a sociedade. Uma Igreja em saída, anunciadora do Evangelho e servidora da humanidade; testemunhando a evangélica opção pelos pobres; promotora da paz.

Este será, verdadeiramente, um ano cheio da graça do Senhor. As iniciativas tomadas pela Igreja Católica neste ano nos enchem de alegria e esperança. A nossa Igreja Particular está aguardando o plano de pastoral que irá direcionar a ação evangelizadora nos próximos cinco anos. Uma riqueza de material produzido a partir da escuta e do diálogo, método claramente contemplado nas iniciativas da igreja do Brasil e do mundo. Estamos no caminho certo, o nosso compromisso, a partir de agora, será assumir com afinco as prioridades pastorais para o bem da nossa Diocese.

+ Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira – Cel. Fabriciano

Um novo tempo: Família e Missão

Querido diocesano,

O Tempo Litúrgico do Advento nos remete a uma alegre espera pela chegada do Salvador em seu Natal. É um tempo de esperança! A nossa Igreja Particular está vivendo um tempo de expectativa alinhado ao Ano Jubilar (2014-2015). A 19ª Assembleia de Pastoral foi um verdadeiro marco na caminhada pastoral da nossa Diocese nestes tempos rumo ao seu cinquentenário. Assim como o Advento do Senhor, um novo tempo se desponta no horizonte: Família e Missão são as novas prioridades pastorais da Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano.

A Assembleia Diocesana de Pastoral realizada nos dias 08 e 09 de novembro, coroou um processo realizado por todas as forças vivas da nossa Diocese. Durante a sua realização houve um espaço de participação que discutiu, refletiu e elegeu as novas prioridades pastorais para os próximos cinco anos. Os trabalhos grupais ajudaram a detectar, a modo de avaliação, as lacunas da pastoral diocesana e apresentaram propostas e soluções práticas para o próximo Plano. Família e Missão foram as prioridades eleitas para os próximos cinco anos.

A minha sugestão, acatada pelos membros da Assembleia, de estender o período de execução do Plano de Pastoral para cinco anos, quer deixar a caminhada pastoral diocesana em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Portanto, ao invés de quatro, o próximo Plano terá cinco anos de adequação e concretização.

Todo Plano de Pastoral é fruto de um processo participativo que envolve pessoas diretamente ligadas às pastorais da Diocese. O próximo passo agora será a organização do texto do nosso Plano. Para isso, existe uma comissão que está elaborando, a partir do material coletado na Assembleia, o novo documento que no tempo certo chegará às mãos dos agentes de pastoral de nossas paróquias para ser assumido e posto em prática.

 A espera pelo novo plano é um período de advento. Vivamos, portanto, este tempo de expectativa na oração a fim de que nossas forças sejam renovadas no Salvador que é Jesus o Cristo Senhor. Feliz Natal e um Ano Novo cheio de ternura e paz.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Cel. Fabriciano

Um elogio aos Presentes e aos Antepassados

Querido diocesano,

O decreto conciliar que fala sobre a função pastoral dos bispos na Igreja, Christus Dominus, de 28 de outubro de 1965, definiu a função do bispo como continuador de Cristo “… apascentar as suas ovelhas em nome de Cristo, sob a autoridade do sumo pontífice, no exercício de suas funções de ensinar, santificar e governar” (CD 11). É numa diocese, porção do povo de Deus, que o bispo vai exercer a sua legítima função.

Na esteira do Ano Jubilar Diocesano (2014-2015), algumas iniciativas estão sendo realizadas para marcar a proximidade dos cinquenta anos de criação da Diocese. Dentre as atividades agendadas, duas já aconteceram. Trata-se das homenagens aos bispos eméritos e falecidos. A Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano, nessas cinco décadas de história, acolheu bispos que desenvolveram relevantes trabalhos à frente desta Igreja deixando um frutuoso legado pastoral.

Natural de Divinópolis, MG, Dom Lelis Lara (1996-2003) ingressou logo cedo na Congregação do Santíssimo Redentor, C.Ss.R., permanecendo nela até a sua nomeação para bispo auxiliar da Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano  em 1976. A partir da nomeação, Dom Lelis passa a colaborar com Dom Mário nos trabalhos administrativos-pastorais da Diocese. Dom Lelis acompanhou a região do Vale do Aço residindo em Cel. Fabriciano durante os seus dezenove anos de trabalho como bispo auxiliar. Além disso, como canonista, ajudou Dom Mário a estruturar a Diocese segundo as normas exigidas pela Santa Sé. Dom Lelis tomou posse da Diocese automaticamente em 1996 e ficou no governo da Diocese por seis anos. Atualmente ele está no casa dos redentoristas em Cel. Fabriciano.

Dom Odilon Guimarães Moreira (2003-2013), mineiro de Presidente Bernardes, MG, e pertencente ao clero da vizinha Diocese de Caratinga, MG, foi bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, ES, entre os anos de 1999 a 2003. Ao chegar em Itabira, Dom Odilon tornou-se o quarto Bispo Diocesano e deu continuidade aos trabalhos já existentes na Diocese descentralizando e fortalecendo os secretariados de pastoral. Incansável promotor vocacional, autorizou a construção do novo prédio para acolher  o seminário filosófico e teológico São José na capital mineira e levou os dois cursos seminarísticos para PUC-BH. O seu zeloso empenho na promoção vocacional resultou em 17 padres e 1 diácono ordenados por ele para esta Diocese, além de 5 padres religiosos, sendo 4 CICM e 1 Monfortino. A renúncia de Dom Odilon foi surpreendente, pois coincidiu com o mês do anúncio da inesperada renúncia do Papa Bento XVI (2013). Atualmente ele se encontra na cidade de Ipatinga-MG.

Nos últimos dias, esses bispos foram merecidamente homenageados pelo clero e o povo em duas datas significativas. Em 15 de outubro do mês passado, na Co-Catedral de São Sebastião, em Cel. Fabriciano, foi registrado através de uma missa solene, o reconhecimento do povo pelos trabalhos desenvolvidos por Dom Lelis Lara em toda a Diocese e de maneira particular na região do Vale do Aço; no dia 03 de novembro foi a vez de Dom Odilon, a missa aconteceu na Catedral Nossa Senhora do Rosário, onde, da mesma forma, o bispo emérito recebeu as felicitações pelo tempo em que esteve à frente desta Igreja Particular.

Deus seja louvado pelos bispos que governaram a Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano nesses cinquenta anos. Aos falecidos, Dom Mário Teixeira Gurgel e Dom Marcos Antônio Noronha, Deus lhes conceda luz e paz no convívio dos santos; aos que estão conosco, sejam sempre muito bem acolhidos entre nós e continuem sendo fazedores de história e colaboradores na missão dessa Diocese cinquentenária.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano

A Igreja nasce de um mandato missionário: “Ide e evangelizai” (Mc 16,15)

Querido diocesano,

Nos umbrais da celebração do cinquentenário de criação da Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano nota-se a sustentação de uma Igreja discípula missionária. Mesmo com as vicissitudes dos tempos, durante essas cinco décadas a missão continua a ser a chama que aquece e ilumina a vida de nossas comunidades. A nossa Diocese sempre foi marcada pelo renovado ardor missionário dos seus bispos, presbíteros, religiosos (as) e leigos (as) que se dedicaram e ainda se empenham no trabalho árduo em prol do reino de Deus nesta Igreja Particular.

Uma Igreja que segue o mandato do mestre está em constante saída com objetivos claros; afinal, qual é a função do missionário? O missionário precisa ter a consciência de que a transformação começa de dentro para fora, saber acolher na oração a alegria do Evangelho e levar, através do testemunho, a palavra confortadora e libertadora de Jesus. O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, dedica parte de seu trabalho a esta Igreja “em saída”. Nos tempos atuais, diante das grandes transformações sociais e tecnológicas não é possível mais viver esperando que os fiéis venham para o templo, mas é urgente a saída dos clérigos, religiosos e leigos ao encontro dos que estão fora.

Eis uma expressão tão falada nos últimos anos a partir da Conferência de Aparecida realizada no ano de 2007: conversão pastoral. Hoje, segundo uma recordação do sínodo dos bispos de 2012, sobre a nova evangelização para a transmissão da fé, a Igreja se depara com três realidades de fiéis para os quais a conversão deve ser direcionada, a saber: os que já estão na comunidade e chegam até participar de determinadas atividades, mas não abraça, verdadeiramente, as exigências da pastoral; os que são batizados, mas que se afastaram da igreja; e aqueles que não conhecem Jesus. Essas realidades se entrelaçam no dia a dia. Por isso, é necessária uma sensibilidade pastoral para detectar cada situação e, diante das circunstâncias, trabalhar os vários perfis de fiéis presentes no mundo plural.

É um desafio que vai sendo vencido através do esforço de missionários e missionárias inseridos nas comunidades paroquiais, os quais, desempenham belos trabalhos junto às pastorais, aos movimentos e na ação prática por meio das visitas. Além disso, contamos também com variadas expressões missionárias, cada qual com o seu dinamismo próprio na busca pela promoção de uma Igreja em comunhão, a propósito, uma das prioridades do trabalho evangelizador da Diocese de Itabira-Fabriciano é a missão. E os resultados são notórios. A preparação, o desenvolvimento e a sustentação da missão na paróquia é graça de Deus. É muito bom ver crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos abraçando esta prioridade.

 No mês dedicado às missões e antecedente a Assembleia Diocesana, proponho a todos os cristãos batizados a assumirem o mandato missionário de Jesus: ide e evangelizai. Em primeiro lugar na igreja doméstica, a família, através de um comportamento dócil e compreensível para com os irmãos mais próximos; em segundo lugar, na comunidade de fé, se comprometendo com as exigências da vida fraterna no amor e na comunhão de vida; e por fim, na sociedade, sendo sal da terra e luz do mundo na promoção de um mundo justo e solidário.

Dom Marco Aurélio Gubiotti

Animação Bíblica: urgente e necessária

 A expressão “animação bíblica da pastoral” aparece em 2007 no Documento de Aparecida (DAp 248). Em 2010, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Bento XVI, retoma a mesma expressão e dedica a ela todo o número 73 deste documento. O tema da animação bíblica passa por um processo de amadurecimento através das reflexões e discussões na vida e na caminhada da Igreja. Assim, no Documento 94 da CNBB (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2011-2015), os Bispos do Brasil apresentam como uma das cinco urgências na ação evangelizadora, a “Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. Ou seja, as Diretrizes reconhecem a importância da animação bíblica de toda pastoral para superarmos uma pastoral de manutenção e nos comprometermos com uma verdadeira conversão pastoral. Ao aproximarmos da Bíblia e da Palavra de Deus que ela contém, somos motivados a viver em estado permanente de missão e sermos uma Igreja acolhedora que promova uma iniciação à vida cristã, fundada no patrimônio da fé contido na Sagrada Escritura.

Percebemos que a Sagrada Escritura é tratada na Igreja com grande respeito e que as orientações do Magistério, em seus diversos níveis, têm chamado nossa atenção para a necessidade de se desenvolver não apenas uma Pastoral Bíblica, mas fazer com que toda a vida, a ação evangelizadora e pastoral das nossas comunidades seja animada pela Palavra de Deus.

É urgente e necessário oferecer formação bíblica aos missionários, agentes pastorais e líderes comunitários, para que eles possam desenvolver o serviço de divulgação da Palavra de Deus e serem promotores da animação bíblica de toda a vida e ação da Igreja.

Na busca de responder a essa urgente necessidade, solicitei aos nossos catequistas, reunidos em Coronel Fabriciano, no início do ano, que assumissem o compromisso de entregar um exemplar da Bíblia a cada catequizando, em todas as paróquias e comunidades da Diocese. Os catequistas também assumiram o compromisso de utilizar a Bíblia em todos e cada um dos encontros de catequese. A meta é que nossos catequizandos, ao longo dos anos em que frequentam a catequese, sejam iniciados à leitura, meditação e oração com a Bíblia e que isso se torne um hábito para a vida toda.

Uma ação isolada não responde à urgência de fazer da Igreja “o lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. Será necessária uma ação conjunta e orgânica que comprometa todas as forças vivas de nossas comunidades. Uma iniciativa que ajudará neste processo é a de promovermos o aprendizado e a prática da “Leitura Orante e Diária da Bíblia”, como um meio de aproximação da Palavra de Deus. A Leitura Orante da Bíblia favorece o encontro pessoal e comunitário com Jesus, bem como o amadurecimento do discipulado missionário a que todos somos chamados.

Neste Mês de Setembro, Mês da Bíblia, vamos juntos reassumir nosso compromisso de fazer da Palavra de Deus, contida na Sagrada Escritura, a fonte de animação de nossa vida espiritual, de nossa convivência comunitária e de nossa ação evangelizadora. Não nos esqueçamos de que:

“Toda Escritura é inspirada por Deus

e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir,

para educar conforme a justiça” (2Tm 3,16).

Dom Marco Aurélio Gubiotti

O Evangelho do “Chamado de Deus”

A palavra EVANGELHO quer dizer, literalmente, boa notícia. Assim, evangelizar é o ato de anunciar ao outro uma boa notícia. Na perspectiva da fé cristã, evangelizar é levar aos outros a mensagem de Jesus Cristo. Ao anunciar o Evangelho busca-se conduzir o ouvinte a fazer a experiência de encontro pessoal com Jesus. Quando o encontro realmente acontece trava-se um diálogo entre Jesus e aquela pessoa que foi evangelizada. Nesse diálogo, a inciativa é sempre d’Ele. Jesus nos ama e porque nos ama, nos chama. No encontro com Jesus acontece então o mistério da vocação: chamado que exige a resposta do vocacionado.

O lugar natural e apropriado de se ouvir e de se fazer a experiência de resposta ao chamado de Deus é a Comunidade de Fé. O Documento 100 da CNBB (Comunidade de Comunidades: uma nova Paróquia) afirma que “a Paróquia é, por excelência, o lugar do cuidado vocacional” (CNBB 100, 309). Sendo assim, neste tempo de assembleias em que vivemos em nossa Diocese, é preciso fazermos algumas perguntas para juntos respondê-las:

– Que importância a Animação Vocacional tem no cotidiano de nossas comunidades?

– Que lugar o tema Vocação tem nas diversas pastorais, movimentos e atividades missionárias de nossa paróquia?

– Quem são os sujeitos, isto é, os responsáveis pela Animação Vocacional e pela Pastoral Vocacional, nos níveis comunitário e paroquial?

– Como os líderes leigos e leigas, os(as) religiosos(as) e os padres estão atuando na Animação Vocacional e na organização da Pastoral Vocacional em nossas comunidades e Paróquia?

Tendo em vista a importância que em nossas reflexões, os temas ‘juventude’, ‘missão’ e ‘conversão pastoral’ adquiriram, nestes tempos de Papa Francisco, a Pastoral Vocacional precisa ser encarada como importante, necessária e prioritária. Neste contexto,  especial atenção devem receber os adolescentes e jovens que se encontram questionando a sua vocação. Devem receber acolhimento e acompanhamento sistemático aqueles e aquelas jovens que se sentem chamados ao sacerdócio e à vida religiosa.

“Considerando a paróquia como comunidade de comunidades, é nela que nasce e se fortalece a consciência vocacional da Igreja. Portanto, faz-se necessário organizar, em todas as paróquias, equipes de pastoral vocacional que animem a vocação batismal, apoiem a diversidade e especificidade vocacionais, promovam a oração pelas vocações” (CNBB 100, 310).

Enviai, Senhor, muitos operários (cf. Mt 9,37s) para trabalharem pela causa das vocações leigas, ministeriais, missionárias, sacerdotais e religiosas. Pois a messe é grande e os trabalhadores-animadores vocacionais são poucos. Amém!

 

 

Dom Marco Aurélio Gubiotti

DGAE-94: espírito que move nossa Assembleia Diocesana

Somos, pela força de nossa fé batismal, a Igreja, Povo de Deus. Pelo nosso Batismo nos tornamos Filhos de Deus. Fomos adotados como filhos pela Encarnação do Verbo de Deus, o Filho Unigênito de Deus Pai. Pelo Batismo nos tornamos templos vivos do Espírito Santo. E é o Espírito que nos convoca e nos reúne, nós os discípulos missionários de Jesus Cristo, em Igreja. E, como Igreja, somos enviados em missão.

            A palavra Igreja vem do grego: ecclesia, e quer dizer assembleia de convocados. Somos convocados pelo Espírito Santo a vivermos em comunhão com o Deus Uno e Trino e enviados a espalharmos seu Amor através do anúncio do Evangelho.

            Nossa Diocese vive um momento muito importante que é o tempo das assembleias em preparação à Assembleia Diocesana. Temos como fonte de inspiração e referência de avaliação de nossa caminhada pastoral dos últimos oito anos o Documento 94 da CNBB (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil). Esse documento serve como luz que orientará e iluminará nosso discernimento de como deveremos encaminhar nossa vida e ação nos próximos quatro anos.

            Quais são as ideias principais desse documento e que devem inspirar agora nossas assembleias e depois nossa ação evangelizadora? Podemos apresentar três ideias que perpassam todo o documento: gratuidade, alteridade e missionariedade.

            O tema da gratuidade nos leva a reconhecer que tudo recebemos do gratuito amor de Deus, e que, por isso, devemos partilhar esse amor com “espírito samaritano”, ou seja, da mesma forma que o Samaritano da parábola de Jesus (Lc 10,25-37), que ajudou o necessitado desfalecido, à beira do caminho, que não era de sua nação, raça e religião. Fez-se próximo de quem dele necessitava. Essa é a atitude de quem serve sem buscar o próprio interesse, doando-se sem o porquê ou para quê.

            O tema da alteridade nos faz lembrar a importância que as outras pessoas têm em nossa história e em nossa caminhada de fé. A alteridade nos faz lembrar que só nos realizamos como pessoa, quando nos relacionamos com os outros: na família, na sociedade, na comunidade de fé e, especialmente, em nossa relação com Deus. Sem pertencermos a uma comunidade e sem ajudarmos a edificação de uma comunidade não somos verdadeiramente cristãos.

            Finalmente, o tema da missionariedade nos lembra que o mesmo amor gratuito que nos inspira a doação e o serviço generoso e que nos atrai para a comunhão entre irmãos, também nos envia em missão. A paz, dom de Jesus Ressuscitado, nos inquieta e desinstala. Somos impelidos a sair de nossos espaços de comodidade, reconhecendo que fomos enviados em missão evangelizadora. Somos tomados pela alegria de partilhar com os outros o que de graça recebemos.

            A gratidão expressa em gestos de serviço desinteressado, a busca de viver a experiência de encontro com Jesus ao lado do outro em comunidade e o profundo desejo de partilhar a riqueza destas experiências num constante êxodo missionário, são as três forças que devem mover e inspirar nosso processo de preparação para a Assembleia da Ação Evangelizadora e Pastoral da Diocese de Itabira-Fabriciano.

Dom Marco Aurélio Gubiotti

Cinquentenário

Queridos diocesanos,

 O Concílio Vaticano II (1962-1965) e a criação da diocese de Itabira (1965) foram fatos determinantes na história da Igreja do século XX. Esses dois eventos se entrelaçam possibilitando a abertura da Igreja para o mundo e para a comunidade católica do Centro Leste Mineiro. A diocese de Itabira logo aderiu ao conceito de Igreja Povo de Deus, retomado pelo Concílio Vaticano II, e, ao longo desses anos, vem implantando esse novo jeito de ser igreja através do esforço incansável dos bispos, padres, religiosos e religiosas e agentes de pastoral neste pedaço de chão.

 Em 25 de janeiro de 1959, com apenas três meses de pontificado, o Papa considerado de transição, João XXIII, na  missa do encerramento da semana de oração pela unidade dos cristãos, na suntuosa basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma, anunciava dois grandes acontecimentos: o sínodo para a igreja de Roma e o Concílio para a Igreja universal. Além disso, constituiu uma comissão responsável pela remodelação do Código de Direito Canônico.

 No ano de 1962, depois do processo inicial de pesquisa e consulta aos bispos dos cinco continentes, inicia-se a grande assembleia conciliar que reuniu 2.540 padres com direito a voto. Diante da multidão de bispos do mundo inteiro, delegados e observadores, João XXIII pronuncia o seu famoso discurso Gaudet Mater Ecclesia. Foi a abertura do 21º Concílio Ecumênico Vaticano II e o início da abertura da Igreja para o aggiornamento, isto é, para a atualização no mundo moderno. Segundo o Papa da bondade, como era conhecido João XXIII, o concílio Vaticano II deveria ser um concílio pastoral.

 No ano seguinte, em 03 de junho, João XXIII morre, e assume a cadeira de Pedro o Papa Paulo VI.  O seu sucessor manteve a mesma postura e deu continuidade à renovação querida por João XXIII. O Concílio Vaticano II foi um divisor de águas na história Igreja contemporânea.  Ele produziu quatro constituições, nove decretos e três declarações. Atualmente, esses documentos basilares norteiam a condução da Igreja no mundo. A partir desses documentos a Igreja vai se estruturar pelo mundo afora.

Na América Latina, as Conferências Gerais de Medellim (1968) e de Puebla (1979) foram reflexos do Concílio para esses povos. Neste contexto a Igreja latino-americana clama por ações pastorais práticas para solucionar os problemas sociais que eclodiam nesse momento. E é a partir das Conferências Episcopais que nascem projetos de pastorais bem definidos. A Igreja se abre para um novo horizonte a partir da nossa realidade. A conclusão desse esforço foi marcada pelas opções claras do Episcopado Latino-Americano e a mais urgente, sem dúvida, foi a pelos pobres.

A diocese de Itabira foi criada no dia 14 de janeiro de 1965 através da Bula Haud Inani do Papa Paulo VI. O Concílio encerrou-se no dia 08 de dezembro daquele mesmo ano e no mesmo mês do encerramento se deu a instalação da mais nova diocese mineira com a posse do primeiro bispo a 29 de dezembro de 1965. Oriundo de Guaxupé (MG), dom Marcos Antônio Noronha, 1965-1970, participou da última sessão do Concílio, e, em uma de suas entrevistas, dizia que a diocese de Itabira era gêmea do Concílio: “eu tive a sorte de ir para uma diocese que era gêmea do Concílio, porque a diocese de Itabira passou a existir no dia 29 de dezembro. O Concílio terminou dia 08 e a diocese foi instalada no dia 29. Quer dizer no mesmo mês. Gêmea do Concílio (…) a gente voltou de Roma com todo aquele entusiasmo para fazer essa pastoral de conjunto até as últimas consequencias”. É nesse clima de novidades que a diocese vai formar a sua identidade implantando o seu plano de pastoral de conjunto.

O atual arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, era estudante de teologia em Roma  na década de 60 e conhece essa história desde a sua origem. O arcebispo relata: “Eu era seminarista e estudava em Roma quando eu ouvi a conversa do arcebispo de Vitória (ES) com o arcebispo de Mariana (MG) sobre a criação da futura diocese de Itabira, hoje diocese de Itabira-Cel. Fabriciano. Eu estava na última sessão do Concílio e fiquei conhecendo o primeiro bispo de Itabira dom Marcos Noronha (…) a diocese de Itabira nasceu durante o Concílio Vaticano II e ela já nasceu com as marcas do concílio que no mesmo ano de 2015 completará os seus 50 anos da conclusão”. E continua: “Uma igreja muito atuante, uma igreja renovada e com um trabalho catequético muito bonito que se desenvolveu amplamente com o protagonismo dos leigos”, ressalta o metropolita.

 Nessa história a diocese se destaca por uma pastoral dinâmica. Houve um entusiamo novo em matéria de igreja, sobretudo em matéria de ação social e reflexão. A diocese se diferenciava das outras devido a esses fatores que nunca foram motivos de separação, mas de comunhão com as outras igrejas particulares do Regional Leste 2 da CNBB. O bispo emérito de Itabira-Cel. Fabriciano, dom Lélis Lara, acompanhou essa história inicial muito de perto, pois chegou por aqui no ano de 1971, ele teve contato direto com muitos líderes que ajudaram a nova diocese caminhar para frente.

 Ele descreve essa atuação assim: A nossa diocese se tornou uma diocese diferente das outras todas, porque ela era uma diocese que nasceu dentro do Concílio Vaticano II, em 1965, é tanto que dom Marcos Noronha, o frei Vital juntamente com dom Mário e eu, tínhamos o intuito de implantar aqui a pastoral do Concilio Vaticano II e era o que fazia a diferença em relação às outras dioceses tradicionais, nós éramos uma diocese nova. Uma diocese que estava começando uma coisa nova e isso ficou evidente”, diz o religioso.

Depois de tantos testemunhos bonitos, sem a pretensão de esgotar a riqueza histórica da caminhada dessa Igreja, quero também dizer algo sobre a nossa diocese. Há poucos dias chegava aqui para assumir a missão de bispo diocesano, função que abracei com muita consciência. Ao chegar nestas terras desconhecidas me deparei com muita coisa original, sobretudo, o trabalho pastoral dos padres, religiosos e religiosos, leigos e leigas.

Existe uma vitalidade nessa diocese que é fundamental para a existência de uma Igreja Particular. Minha chegada coincidiu com o processo de preparação para a 19ª Assembleia Diocesana de Pastoral. Os trabalhos estão sendo organizados sob a minha coordenação e executados pela equipe responsável e tem surtido efeitos satisfatórios. Além disso, terei a grande responsabilidade de preparar a festa do cinquentenário da diocese. Um compromisso que já foi assumido com muitas forças vivas dessa extensa diocese.

 A tradicional Festa da Diocese de 2014 será um marco. A partir de sua celebração, marcada para o dia 08 de junho, na cidade de Santana do Paraíso (MG), estaremos inaugurando o Ano Jubilar 2014-2015. Durante esse período toda a diocese irá se preparar para o seu Jubileu de Ouro, ocasião propícia para fazermos memória do passado, projetando uma diocese comprometida com as exigências da ação evangelizadora.

 Os cinquentenários são o nosso orgulho. Os cinquenta anos do encerramento do Concílio e criação da diocese de Itabira-Cel. Fabriciano aumenta ainda mais o nosso desejo de nos firmarmos como uma igreja que caminha em comunhão com a Igreja do Brasil e do Mundo, trazendo as marcas indeléveis da pastoral sonhada por São João XXIII. Deus nos abençoe e nos ajude nessa caminhada rumo aos cinquenta anos da nossa querida diocese.

 Dom Marco Aurélio Gubiotti