Artigos de Formação

O Serviço dos Zeladores(as), sacristão e acólitos na Liturgia

Pe Carlos Jorge Teixeira

A fim de que a celebração litúrgica possa acontecer dentro das comunidades, é necessário que seja previamente providenciado todo o material, bem como a preparação do local. Isso é muito importante, pois colabora para que a celebração aconteça e se desenvolva a contento. Este serviço prévio é exercido pelos zeladores ou zeladoras.

Como a própria palavra diz, cabe a eles zelar por tudo aquilo que se faz necessário dentro de uma celebração como: limpeza, preparação e conservação do espaço físico, o cuidado com todos os objetos utilizados nas diversas celebrações: velas, toalhas, vasos sagrados, cadeira, paramentos, livros litúrgicos, som, partículas, ornamentação de acordo com o Ano Litúrgico e o tipo de celebração.

Os serviços dos zeladores(as) e sacristão é feito no anonimato, nos ‘bastidores”. As pessoas que exercem nas comunidades não aparecem diante do público, da assembléia. Nem por isso, sua atuação é menos importante do que a dos outros ministros. Alias, talvez esteja justamente aí a marca e a razão de sua importância.

Todas as pessoas que exercem esse serviço devem receber uma boa formação. Não basta “boa vontade”. É necessário que sejam devidamente preparadas. Um simples, mas importante exemplo, seria o conhecimento do “Diretório Litúrgico”.

Destacamos a seguir, o serviço dos acólitos       

Desde os tempos remotos, na Igreja romana antiga os acólitos eram aqueles que serviam a mesa eucarística. Eles levavam também a sagrada comunhão aos doentes e aos cristãos encarcerados. Com o tempo, eles foram substituídos pelos “coroinhas”. Eram meninos que auxiliavam o padre na celebração da missa. O concílio Vaticano II instituiu o acolitato como um ministério oficial, definindo, inclusive, um rito próprio.

Hoje, em nossas comunidades, o que vemos? Este serviço, diretamente ligado ao altar, vem sido exercidos pelos ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e, em muitos lugares, pelos “coroinhas”, sejam eles meninos ou meninas.

É bom lembrar que os Ministros Extraordinários, além de servirem o altar na celebração da missa, ajudam na distribuição da eucaristia, levando-a também aos doentes. Os acólitos ou coroinhas ajudam o padre na missa, servindo o altar. Alem disso, podem, também, juntamente com outras pessoas designadas: carregar a cruz nas procissões, cuidar do turíbulo ( quando for o caso), segurar o missal ou outros livros litúrgicos, segurar o microfone (se for preciso).

Os ministros extraordinários ou coroinhas, não estão lá para “enfeitar ou dar maior solenidade”. Eles são servidores. Por isso, devem atuar com simplicidade e descrição. Assim como todas as outras pessoas que exercem ministério e serviços na liturgia, os acólitos e ministros extraordinários da comunhão eucarística devem ser bem orientados, através de uma boa formação. É preciso aprofundar e conhecer, para servir melhor. Para terminar, cremos que, de acordo com as circunstancias e necessidades, podem ser necessários outros serviços na preparação e andamento das celebrações litúrgicas em nossas comunidades. Destacamos estes por serem os principais. Importa que todos eles contribuam de forma efetiva, para que a liturgia seja, de fato, “a fonte e o cume” da ação pastoral. Estaremos assim, dando a nossa preciosa contribuição a fim de que o sonho de Deus seja realizado no meio de nós.

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