Artigos de Formação

Liturgia: momento célebre da comunidade

Pe Carlos Jorge Teixeira

 Uma das grandes riquezas de nosso povo é, sem dúvida, o seu aspecto celebrativo.
Nossa gente gosta de celebrar.

De caráter religioso ou não, os momentos celebrativos estão sempre presentes, marcando a caminhada de nosso povo. Celebrar faz parte de nossa cultura. Aliás, o povo cristão tem sua origem num outro povo cuja riqueza celebrativa sempre se revelou: os israelitas. Aproveitavam símbolos e expressões de outros povos, dando a eles um sentido religioso, sagrado. Celebrar, portanto, é um elemento importante na tradição do povo de Deus.

Feita esta introdução, aprofundemos um pouco mais: afinal, o que significa mesmo a palavra celebrar? Celebrar é tornar célebre, destacar, dar importância.

Partindo desse conceito, podemos destacar algumas idéias importantes. A saber:

– A liturgia, enquanto comunhão com Deus e com os irmãos, é um momento célebre na vida da comunidade.

– Em relação aos outros momentos, este se destaca.

-É momento de vital importância no itinerário da comunidade celebrante.

-A liturgia é o ponto alto da vida comunitária e, ao mesmo tempo, torna-se fonte alimentadora de uma espiritualidade viva, libertadora.

Considerando o próprio sentido da expressão “celebrar”, bem como as afirmações acima, é bom que nos perguntemos: nosso jeito de celebrar traduz, na prática, a importância que a liturgia tem na vida de nossas comunidades?

Na tentativa de uma resposta satisfatória a este questionamento, e também buscando novos horizontes dentro da Pastoral Litúrgica, alguns passos são necessários e imprescindíveis:

-Planejar, organizar e dinamizar a vida litúrgica das comunidades, função esta a ser desenvolvida por uma Equipe Paroquial de Animação Litúrgica (EPAL)

.-Investir na formação e aprofundamento, oferecendo subsídios para os agentes que atuam diretamente nos vários tipos de celebração.

-incentivar e apoiar a formação de Equipes de Celebração dentro das comunidades.

-Avaliar periodicamente a caminhada litúrgica nos vários níveis (comunitário, paroquial, diocesano), verificando, assim os alcances e os limites.

Sendo a Liturgia um momento célebre na caminhada de nossas comunidades, ela jamais poderá cair na rotina, sob pena de ver ofuscado sua transformadora e seu próprio dinamismo.

Uma atenção especial, portanto a esses passos será de grande valia. Por eles estaremos abrindo caminhos e horizontes novos que no que se refere ao incremento da vida litúrgica e sacramental no seio de nossas comunidades.

Concluindo, para que possamos celebrar bem, fazendo da celebração um prolongamento de nossa própria vida, há um pressuposto maior que nunca poderá ser ignorado: a nossa adesão a Jesus Cristo e ao seu projeto tornando-nos assim protagonistas na realização do sonho eterno de Deus. Não seria este em ultima análise, o significado mais profundo do ‘’fazer Memória’’?

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