Artigos de Formação

Com Cristo a Caminho da Ressurreição

Uma breve reflexão sobre a Semana Santa

 Pe Carlos Jorge Teixeira

 Dentro do calendário litúrgico da Igreja, entre os dias 14 a 21 de abril, teremos a graça de celebrar a Semana Santa de 2019.

A Semana Santa pode ser considerada sem dúvida como um dos maiores tesouros do Ano Litúrgico. Com suas celebrações e seu espírito, ela faz brotar no coração de todos nós um clima diferente daquele que habitualmente vivemos.

A presença viva da Paixão e morte de Cristo, com seu significado redentor, provoca em nossos corações uma notável mudança de atitude neste tempo santo. Celebraremos com reverência, respeito e renovada esperança pascal, a semana maior do calendário cristão. Nela se renovam no hoje de nossa história, os maiores e mais profundos acontecimentos da história da Salvação,

No Domingo de Ramos, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, somos convidados a refletir se realmente, no dia a dia de nossas vidas, estamos acolhendo a Cristo, ele que se revela, sobretudo, nos pobres e pequenos. Não nos basta apenas aclamá-lo. É necessário coragem, audácia e fé para segui-lo na mística do discipulado.

Da segunda- feira santa até a quarta-feira, contemplamos a Paixão de Cristo que se renova hoje na paixão de todos nós. Sua entrega nos questiona, nos compromete e nos leva reconstruir nossos propósitos e nossos caminhos.

Nestes dias, principalmente em nosso país, nas mais longínquas comunidades, adquirem especial relevo as manifestações da religiosidade popular. Fé e devoção se juntam e se transformam em comunhão.

Com a celebração da Quinta-feira Santa iniciamos o Tríduo Pascal que é, por assim dizer, o coração desta Semana. É o dia em que toda a Igreja celebra solenemente a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Destaca-se também a Missa da Unidade. É o bispo diocesano juntamente com todo o presbitério e o povo de Deus a ele confiado, renovando o compromisso de cristãos e a unidade da Igreja-particular Isso se dá também em profunda comunhão com o bispo de Roma, nosso querido Papa Francisco.

A sexta-feira Santa dá início ao segundo dia do Tríduo, onde celebramos e contemplamos a Paixão e morte de Cristo, sua entrega redentora por todos nós.

As forças do mal mataram um homem que só fez o bem, algo que infelizmente ainda acontece hoje, Jejum e abstinência são atitudes significativas deste dia.

O sábado Santo ainda conservando o silêncio da Paixão nos coloca em posição de espera para mais tarde (à noite) celebrarmos com alegria a maior de todas as Vigílias: a VIGÍLIA PASCAL. É uma rica cerimônia, marcada por uma profunda simbologia, destacando-se por sua característica batismal. A vida vence a morte e a ressurreição quebra todas as correntes e entra no santuário da história. Na alegria da ressurreição, a Igreja proclama o solene Aleluia.

O Domingo de Páscoa abre para os cristãos as postas da eternidade para que todos nós, na força transformadora do ressuscitado, nos tornemos novas criaturas.

O chamado Tempo Pascal prolonga-se por sete semanas, tendo o seu ponto alto na Solenidade de Pentecostes.

Finalizando, vale ressaltar que a Semana Santa não pode ser reduzida a um mero feriado prolongado, como muitas vezes acontece. Nesta semana a Igreja nos convida a participar de maneira mais forte das celebrações em nossas comunidades paroquiais. A semana será ainda mais santa e nós demonstraremos realmente nossa fidelidade a Cristo se participarmos com renovado ardor. Amém!

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Assessoria de Comunicação

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