A Intimidade com a Palavra de Deus

Irmãos e Irmãs,
Paz e Benção no Senhor!

A Igreja no Brasil dedica o mês de setembro à Bíblia. Nos espaços da igreja, a temática é abordada de muitas maneiras. Os grupos que trabalham diretamente com a sagrada Escritura se mobilizam de modo criativo para expressar a importância que deve ser dada à leitura dos textos sagrados. Entretanto, nem sempre foi assim. O manuseio da Palavra de Deus chegou oficialmente aos fiéis católicos com a renovação da Igreja através do Concílio Vaticano II (1962-1965).

A Bíblia durante anos ficou restrita aos clérigos e estudiosos. O contato com o livro sagrado foi determinado através do documento conciliar Dei Verbum, constituição dogmática sobre a revelação divina, aprovada no dia 17 de novembro de 1965, pelo Papa Beato Paulo VI.

A Dei Verbum está dividida em seis capítulos, a saber:
1. A revelação;
2. A transmissão da revelação divina;
3. Inspiração divina e interpretação da Escritura Sagrada;
4. O Antigo Testamento;
5. O Novo Testamento;
6 . A Sagrada Escritura na vida da Igreja.

Ela é eixo dentro da produção literária do Concílio Vaticano II, que seguiu as pegadas dos concílios de Trento (1545-1563) e do Vaticano I (1870). A inovação aparece nas linhas do sexto capítulo. Assim é afirmado no documento: “A Igreja sempre honrou as Escrituras como corpo do Senhor, especialmente na santa liturgia, em cuja mesa não deve faltar nem a palavra de Deus, nem o corpo do Senhor, para serem dados aos fiéis” (21).  Nele, encontra-se também a novidade da abertura para a intimidade com a Palavra de Deus: “o acesso às sagradas Escrituras deve ser aberto a todos os fiéis” (22).

A partir desse documento, a compreensão da bíblia se popularizou. No Brasil, os círculos bíblicos surgiram com metodologia simples desenvolvida pelo frei carmelita, Carlos Mesters. Dom Marcos Antônio Noronha encontrava-se na última sessão do Concílio Vaticano II que aprovou a Dei Verbum e, ao retornar de Roma, testemunhou os primeiros acessos da Bíblia na cidade de Itabira. Ao assumir a Diocese, uma de suas primeiras iniciativas foi a criação de Grupos de Reflexão. Ele mesmo participava das reflexões com as pessoas nos bairros; o primeiro livreto foi chamado Tempo de Reflexão.

Na comemoração dos cinquenta anos da aprovação da Dei Verbum, é preciso retomar as suas orientações diante do trabalho de divulgação da Palavra de Deus. A Constituição é um instrumento norteador que auxilia os católicos na aquisição de conhecimento das sagradas Escrituras. Portanto, a leitura bíblica incentivada pela Igreja deve favorecer atitude de gratidão a Deus por nos revelar o seu Verbo e no compromisso com o seu projeto de amor para com a humanidade.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano de Itabira-Cel. Fabriciano

Palavra do Bispo

Foto de perfil de Dom Marco Aurélio

Dom Marco Aurélio

É o atual Bispo da Diocese, sua ordenação episcopal aconteceu no dia 26 de maio de 2013. Foi nomeado Bispo da Diocese por sua Santidade Bento XVI, hoje Papa Emérito, no dia 21 de fevereiro de 2013, tomando posse no mesmo ano, na Festa da Diocese, em Itabira - MG.

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