Palavra do Bispo

A Igreja a Serviço da Humanidade

Querido diocesano,

 No último dia 22 de fevereiro, nas três Regiões Pastorais da nossa Diocese, aconteceu a abertura da Campanha da Fraternidade de 2015: Fraternidade: Igreja e Sociedade;  “Eu vim para servir” (Mc 10, 45). Na Região Pastoral I, o encontro foi no município de Antônio Dias, distrito de Hematita, comunidade que pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Santa Maria de Itabira. Muita gente esteve no evento reforçando o objetivo da CF 2015 através do anúncio e testemunho de uma fé renovada.

 A Campanha da Fraternidade é um marco na história da Igreja no Brasil. Todos os anos, durante a Quaresma, refletimos sobre um tema relevante a fim de despertar a solidariedade dos fiéis e da sociedade em relação a um problema social, sempre buscando solução.  A primeira Campanha aconteceu na Quaresma de 1964, em pleno desenvolvimento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Desde então, a Igreja no Brasil orienta os cristãos a unirem fé e ação durante o tempo da Quaresma.

 Na América Latina, a partir do Concílio, uma atenção toda especial foi dada às questões sociais destacando a evangélica opção preferencial pelos pobres.  No Brasil, a Campanha resgata o conceito de “uma igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir” (Hino da Campanha). Portanto, ao celebrar os cinquenta anos do Concílio, a CF 2015 quer “ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade – propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II – como serviço de edificação do Reino de Deus no coração e na vida do povo brasileiro” (Mensagem do Papa Francisco por ocasião da CF 2015 em 18/02/2015).

 É evidente que o avanço do diálogo favoreceu uma melhoria nas relações eclesiásticas com o mundo moderno. A abertura da instituição para os avanços científicos e tecnológicos quando usados em prol do bem comum é uma prova de que o Espírito Santo orienta a Igreja. Do ponto de vista político, o corajoso diálogo dos últimos papas impediu a guerra fria entre  grandes superpotências: São João XXIII, São João Paulo II; ultimamente, o Papa Francisco tem se esforçado para unir Ocidentais e Orientais.

 A Igreja se coloca a serviço da humanidade cooperando com a promoção da paz e a superação das relações desumanas e violentas. Esta mediação fundamental é uma ação da instituição que, através dos seus órgãos competentes, busca meios de tornar os homens e as mulheres protagonistas no contexto social em que vivem; agentes de transformação em busca de um mundo mais justo e solidário sem perder as suas convicções de fé.

 A nossa Igreja Particular nasceu no contexto do Concílio. Não tem como desassociar o Concílio da nossa História. O Papa Francisco com o seu discurso pautado numa Igreja “em saída” retoma o ideal de São João XXIII que, desde o início do Concílio, quis lançar a Igreja no mundo. Ao celebrar os seus cinquenta anos de criação e instalação, a Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano se rejubila com a sua ação evangelizadora pautada no compromisso social e missionário, sem perder de vista a espiritualidade que transforma corações, herança desta importante Assembleia conciliar cinquentenária.

Dom Marco Aurélio Gubiotti
Bispo Diocesano

Assessoria de Imprensa

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